Tenho medo de falar que posso estar passando por uma "crise de caráter", mas se isso existe, posso mesmo estar passando por ela... tenho me sentido mal, invejoso, perverso, nojento, enfim coisas muito ruins, coisas que nunca tinha sentido antes; adjetivos que achei não se aplicavam a mim... até imagino o fato que desencadeou tudo isso, e tento refutá-lo pois sei que ele é falso, mas de qualquer maneira me fez conhecer meu lado obscuro. Aquele lado que ninguém quer conhecer de si próprio com medo de se julgar demais e com medo principalmente de se assutar demais consigo mesmo, mas é um lado que todos tempos e invariavelmente vamos nos deparar com ele mais cedo ou mais tarde.
Visitar o nosso lodo, chegar até ele é difícil, ruim, mal-cheiroso, mas importante... eu diria até necessário. A partir de nosso profundo, de nosso lodo, podemos ver que lá em cima existe uma praia, diferente desse lodo todo, mas que de alguma forma, tem uma relação com ele. Também tenho visto que a depressão pode não ser triste, mas apenas profunda. A profundidade não precisa ser ruim, mas geralmente ela é incômoda, dói e aí chegamos ao nosso tão temido lodo. Mas, quem consegue andar no chão nojento e pegajoso do lodo, comumente consegue andar na areia fina da praia e nadar no mar lá em cima, aparentemente tão diferente do lodo.
Viver apenas no lodo não é vida, não dá pra ver o sol. Porém as pessoas que só conhecem a praia podem se afogar com mais facilidade do que aquelas que tiveram a experiência de andar no lodo (mas não o tempo todo).
Mostrando postagens com marcador vida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vida. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Sobre mim mesmo e sobre você também
Sem querer, há um tempo atrás, conhecendo uma pessoa na internet, ela me disse que eu lhe parecia metido. Eu sei que esse acontecimento já ocasionou um post, mas agora vou tocar de outro modo o assunto: aquilo me assustou também porque eu não percebia que eu falava muito de mim e gostava muito de mim mesmo. E mais: tudo o que eu falava, e gostava, e mostrava, tinha a ver comigo mesmo. Hoje, num encontro em que se falava sobre crônicas, percebi que fiquei calado, pois quase tudo que eu dissesse seria de uma experiência minha e não sabia até que ponto isso interessaria aos outros, já que os outros não são eu.
Isso me intrigou ainda mais, pois será que tudo o que vivi até agora teve a ver exclusivamente comigo? Ou as pessoas também se interessam (e gostam, possivelmente) de mim ou eu sou muito chato? Mas aí me veio uma outra indagação: se isso ocorre comigo, não poderia também ocorrer com mais alguém? Ou com todo mundo?
Enlouqueci neste pensamento: a inter-relação existe porque existem pessas diferentes, que vivem suas próprias vidas, não em função dos outros, mas em função de si mesmo. Ninguém vive para o outro, no máximo podemos viver para o mundo. E o mundo é composto por todos. Por todos e por cada um. Cada um com suas habilidades, cada um com seus talentos, cada um com seu senso de autocrítica e de autocentrismo no mundo.
E acho que nisso tudo ainda tem algo positivo: será que me achando demais (sendo um pavão, como brinco com alguns amigos), eu não chego a me conhecer demais? E, sendo assim não chego a conhecer mais a vida? E os outros? E até mesmo a você, que me lê?
Afinal, como disse Shakespeare, "somos feitos do mesmo tecido de que são feitos os sonhos"... ouso completar: eu sou feito do mesmo tecido que você...
Isso me intrigou ainda mais, pois será que tudo o que vivi até agora teve a ver exclusivamente comigo? Ou as pessoas também se interessam (e gostam, possivelmente) de mim ou eu sou muito chato? Mas aí me veio uma outra indagação: se isso ocorre comigo, não poderia também ocorrer com mais alguém? Ou com todo mundo?
Enlouqueci neste pensamento: a inter-relação existe porque existem pessas diferentes, que vivem suas próprias vidas, não em função dos outros, mas em função de si mesmo. Ninguém vive para o outro, no máximo podemos viver para o mundo. E o mundo é composto por todos. Por todos e por cada um. Cada um com suas habilidades, cada um com seus talentos, cada um com seu senso de autocrítica e de autocentrismo no mundo.
E acho que nisso tudo ainda tem algo positivo: será que me achando demais (sendo um pavão, como brinco com alguns amigos), eu não chego a me conhecer demais? E, sendo assim não chego a conhecer mais a vida? E os outros? E até mesmo a você, que me lê?
Afinal, como disse Shakespeare, "somos feitos do mesmo tecido de que são feitos os sonhos"... ouso completar: eu sou feito do mesmo tecido que você...
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Livre pra fracassar
Eu ia colocar primeiramente quase que um palavrão no título, mas achei um pouco demais... fiquei pensando alguns dias sobre este post, já era para tê-lo colocado, mas enfim, aí vai o que queria falar, não no calor do momento, quem sabe assim ele fica melhor... rsrs
Ouvi muita gente dizer que todos buscamos a felicidade... eu mesmo já devo ter dito isso... pensando melhor, creio que cada um busca aquilo que quer. Eu não quero fazer aqui nenhuma apologia ao sofrimento, à dor, à infelicidade (por mais que eu a considere inevitável e algumas vezes até necessária), mas eu quero fazer uma apologia à liberdade. Liberdade de poder escolher um caminho e (por que não?) se dar mal nele. Pôxa, foi a pessoa que escolheu, afinal... Dar-se mal em determinadas escolhas não é o fim.
Quem falou isso foi uma grande autora que eu amo, Hilda Hilst, mas ela sim, usou uma palavra chula, que nem é tão chula assim, mas eu prefiro não colocar (não sei, me deu um leve ataque de puritanismo neste momento... hehe).
Mas é sério: as pessoas podem ser livres para seguirem o caminho que quiserem. Podem ser livres. Espero que elas tenham escolha até mesmo para quererem ser livres ou não... aí, sim elas serão... livres.
Ouvi muita gente dizer que todos buscamos a felicidade... eu mesmo já devo ter dito isso... pensando melhor, creio que cada um busca aquilo que quer. Eu não quero fazer aqui nenhuma apologia ao sofrimento, à dor, à infelicidade (por mais que eu a considere inevitável e algumas vezes até necessária), mas eu quero fazer uma apologia à liberdade. Liberdade de poder escolher um caminho e (por que não?) se dar mal nele. Pôxa, foi a pessoa que escolheu, afinal... Dar-se mal em determinadas escolhas não é o fim.
Quem falou isso foi uma grande autora que eu amo, Hilda Hilst, mas ela sim, usou uma palavra chula, que nem é tão chula assim, mas eu prefiro não colocar (não sei, me deu um leve ataque de puritanismo neste momento... hehe).
Mas é sério: as pessoas podem ser livres para seguirem o caminho que quiserem. Podem ser livres. Espero que elas tenham escolha até mesmo para quererem ser livres ou não... aí, sim elas serão... livres.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
For give and for get
Sempre pensei nestas duas formas de representação da língua inglesa: forgive and forget. São dois verbos, perdoar e esquecer, mas perceberam que eles têm uma formação parecida e colocados de maneira separada como o fiz no título, isso fica ainda mais evidente? Perdoar pode ser ligado a dar, entregar, oferecer (to give); e esquecer a pegar, ter, possuir, ou às inúmeras composições que o verbo to get possibilita.
O perdão é uma das coisas mais bonitas que se tem notícia, pelo menos eu acho. Inclusive é um dos pilares de uma grande religião do mundo, uma das maiores. Perdão é quando você dá, realmente oferece alguma coisa que geralmente não te deram... não é devolver, é doar-se, é manifestação de entrega de si mesmo (é estranho como que a maioria das religiões tem essa questão de entrega de si mesmo, em maior ou menor grau, em grande valia).
E esquecer pode ser uma dádiva ou uma maldição. Dádiva quando aquilo que esquecemos (ou aquele ou aquela) não vai fazer diferença pra nós, e nem digo quando é algo ruim, pois muitas vezes algo ruim nós não podemos esquecer... e independente de algo ruim ou bom, quando não podemos nos esquecer disso (ou desse ou dessa) se transforma em maldição, pois aquilo passa a nos acompanhar em horas imprórias, nos pega, nos tem, nos prende, não nos libera e nem nos sentimos libertos... portanto, muitas vezes esquecer é tirar, libertar-se, ou prender-se...
Perdoar e esquecer são parecidas até mesmo no seu sentido: muitas vezes perdoar é esquecer... mas será que esquecer e perdoar é assim tão fácil? Às vezes é necessário esquecer alguma coisa para perdoar... ou esquecer aqueles que não cosneguimos perdoar... quem sabe, esquecendo, conseguimos perdoar...
Mas, como diz Arlindo Cruz, num dos seus belíssimos sambas, eu ainda não entendi por que "recebe menos quem mais tem pra dar"... então, dêem-me licença que eu já vou... rsrs
O perdão é uma das coisas mais bonitas que se tem notícia, pelo menos eu acho. Inclusive é um dos pilares de uma grande religião do mundo, uma das maiores. Perdão é quando você dá, realmente oferece alguma coisa que geralmente não te deram... não é devolver, é doar-se, é manifestação de entrega de si mesmo (é estranho como que a maioria das religiões tem essa questão de entrega de si mesmo, em maior ou menor grau, em grande valia).
E esquecer pode ser uma dádiva ou uma maldição. Dádiva quando aquilo que esquecemos (ou aquele ou aquela) não vai fazer diferença pra nós, e nem digo quando é algo ruim, pois muitas vezes algo ruim nós não podemos esquecer... e independente de algo ruim ou bom, quando não podemos nos esquecer disso (ou desse ou dessa) se transforma em maldição, pois aquilo passa a nos acompanhar em horas imprórias, nos pega, nos tem, nos prende, não nos libera e nem nos sentimos libertos... portanto, muitas vezes esquecer é tirar, libertar-se, ou prender-se...
Perdoar e esquecer são parecidas até mesmo no seu sentido: muitas vezes perdoar é esquecer... mas será que esquecer e perdoar é assim tão fácil? Às vezes é necessário esquecer alguma coisa para perdoar... ou esquecer aqueles que não cosneguimos perdoar... quem sabe, esquecendo, conseguimos perdoar...
Mas, como diz Arlindo Cruz, num dos seus belíssimos sambas, eu ainda não entendi por que "recebe menos quem mais tem pra dar"... então, dêem-me licença que eu já vou... rsrs
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Remédios pra dormir, espelhos e vícios de sonhadores
Um dia me perguntaram o que eu daria para uma diva. Respondi, quase sem hesitar, remédios para dormir. Toda diva deve ter uma vida exausta, senão pelo agitação prática, toda a agitação emocional com certeza é estafante. E dormir seria a melhor opção. Não por descansar, mas por fugir. Fugir e ter a chance de renascer, diferente de quando se morre, meio definitivo demais para uma diva, mesmo que ela seja um mito e, portanto, eterno. Mas minha resposta não foi a única interessante. Também me disseram espelhos. Divas realmente precisam de espelhos. Afinal, quando todos se forem, quem vai amá-la a não ser ela mesma? Ou odiá-la? Ah, divas precisam ser odiadas, porque elas gostam de ser contrariadas, uma vez que contrariando-as existe a afirmação de sua vontade. E ela é uma diva. Uma diva é quase uma deusa.
Quase. A diva, assim como a deusa, não se bastam. Mas a diva é humana. A diferença desta palavra é sutil e enorme.
O ser humano sonha. O sonho é o pior vício dos humanos. É pelo sonho que conseguimos as coisas, porém é também pelo sonho que nos viciamos e andamos de precipício em precipício, como diz uma música.
E assim, vamos, apaixonados, fugindo, nos escondendo, vivendo, nos admirando, nos odiando, à beira dos precipícios (e dos suicídios?), vivendo e principalmente sonhando, viciados em amor e em excesso.
Só quem vai até o fim entenderia isso.
Quase. A diva, assim como a deusa, não se bastam. Mas a diva é humana. A diferença desta palavra é sutil e enorme.
O ser humano sonha. O sonho é o pior vício dos humanos. É pelo sonho que conseguimos as coisas, porém é também pelo sonho que nos viciamos e andamos de precipício em precipício, como diz uma música.
E assim, vamos, apaixonados, fugindo, nos escondendo, vivendo, nos admirando, nos odiando, à beira dos precipícios (e dos suicídios?), vivendo e principalmente sonhando, viciados em amor e em excesso.
Só quem vai até o fim entenderia isso.
sábado, 8 de novembro de 2008
Diabólicas perversões ou Quebra de parâmetros ou Sim
Para Guilherme
O azul é a cor da doença e da cura. O branco é a pureza, pois tem todos os sentimenetos dentro de si, o preto é como a elegência, o nada que se parece com tudo (e o é, algumas vezes; afinal: as coisas que são justamente o contrário das outras não seriam essencialmente as mesmas?). O amarelo o desespero e a riqueza (e não é que tem ligação mesmo essas duas coisas?), o desejo é vermelho, o amor é rosa, me disseram que a saudade é cinza, e a loucura? A loucura é verde...
O azul é a cor da doença e da cura. O branco é a pureza, pois tem todos os sentimenetos dentro de si, o preto é como a elegência, o nada que se parece com tudo (e o é, algumas vezes; afinal: as coisas que são justamente o contrário das outras não seriam essencialmente as mesmas?). O amarelo o desespero e a riqueza (e não é que tem ligação mesmo essas duas coisas?), o desejo é vermelho, o amor é rosa, me disseram que a saudade é cinza, e a loucura? A loucura é verde...
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Bem-aventurados os que são como crianças porque herdarão o reino dos céus
Calma, eu não virei evangélico! Nada contra, mas eu não levo jeito. É que nunca tinha entendido esta frase da Bíblia, o que aliás é muito comum em todo menino de tradicional família católica que apenas ouve e não entende as coisas que recebe... é que eu estava pensando hoje, mas o começo desse raciocínio já me segue há algum tempo.
Eu não sei se estou ficando mais velho e por isso mais perceptivo ao preconceito ou mesmo mais apto a julgamentos fáceis e olhares preconceituosos (mais pintoso, digamos assim, com todo o respeito, pois falo de mim mesmo), mas agora eu tenho notado essas coisas, que nunca (repito: nunca) havia notado.
E hoje aconteceu algo bem típico. Sabe quando parece que ninguém quer se sentar ao seu lado no ônibus e você tem a neura de se sentir excluído, ou até mesmo perseguido de maneira ruim? Então, hoje eu me senti assim, porque senti que algumas pessoas realmente não quiseram se sentar perto de mim (ou pode ser apenas neurose minha), mas quem se sentou foi justamente uma mulher aparente bobinha, sabe daquelas que não sabem nada da vida e ainda foi educada e simpática, e você sente que isso vem da pessoa, provavelmente ninguém a ensinou a ser assim... enfim, ela é inocente como uma criança, no sentido de pureza mesmo de espírito, de estado da alma... ela não foi corrompida.
Agora começo a entender essas palavras presentes na Bíblia e vim pensando no caminho de casa, depois de ter passado por isso de manhã, que o reino dos céus começa aqui mesmo, pois você é bom, simpático, educado, generoso e principalmente, tem respeito pelas pessoas para viver bem enquanto você é vivo, pois depois que você morrer, nem você saberá que já está morto. E sua delicadeza (ou grosseria) não valerão de nada.
E depois: confesso que às vezes é mais fácil ser mesmo ingênuo... eu mesmo acho que seria tão mais feliz... você não acha?
Eu não sei se estou ficando mais velho e por isso mais perceptivo ao preconceito ou mesmo mais apto a julgamentos fáceis e olhares preconceituosos (mais pintoso, digamos assim, com todo o respeito, pois falo de mim mesmo), mas agora eu tenho notado essas coisas, que nunca (repito: nunca) havia notado.
E hoje aconteceu algo bem típico. Sabe quando parece que ninguém quer se sentar ao seu lado no ônibus e você tem a neura de se sentir excluído, ou até mesmo perseguido de maneira ruim? Então, hoje eu me senti assim, porque senti que algumas pessoas realmente não quiseram se sentar perto de mim (ou pode ser apenas neurose minha), mas quem se sentou foi justamente uma mulher aparente bobinha, sabe daquelas que não sabem nada da vida e ainda foi educada e simpática, e você sente que isso vem da pessoa, provavelmente ninguém a ensinou a ser assim... enfim, ela é inocente como uma criança, no sentido de pureza mesmo de espírito, de estado da alma... ela não foi corrompida.
Agora começo a entender essas palavras presentes na Bíblia e vim pensando no caminho de casa, depois de ter passado por isso de manhã, que o reino dos céus começa aqui mesmo, pois você é bom, simpático, educado, generoso e principalmente, tem respeito pelas pessoas para viver bem enquanto você é vivo, pois depois que você morrer, nem você saberá que já está morto. E sua delicadeza (ou grosseria) não valerão de nada.
E depois: confesso que às vezes é mais fácil ser mesmo ingênuo... eu mesmo acho que seria tão mais feliz... você não acha?
Marcadores:
ingenuidade,
neurose,
preconceito,
segurança,
sociedade,
vida
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
O instante
Um mês depois eu retorno para dizer como as coisas são bizarras e engraçadas e como elas podem se transformar e serem ao mesmo tempo extremamente necessárias. O meu tesão sexual por uma pessoa, por exemplo, em fração de segundos (se é que o tempo interessa de algo) transformou-se numa amizade em razão de um singelo, e até bonito, beijo no rosto.
E é como se aquele beijo no rosto fosse extremamente necessário, não apenas para dizer que o tesão acabou, mas que as coisas passam e que temos de aproveitar O momento, O instante, porque três horas antes daquele beijo no rosto, estes dois agora recém-amigos ainda sentiam vontade de transar um com o outro.
É estranho, né? Mas é como eu ouvi uma vez num filme: "naquele momento, eu pensava que seria o começo da felicidade; só não sabia que era A felicidade"
Não sei se postei algo legal, mas só queria dar um up neste blog depois de dias e mais dias sem postar e alguns momentos de briga pela internet cair toda hora... rsrs... mas sempre estarei aqui, espero (para falar coisas boas ou não... até porque depende do que seja bom para quem lê e para quem escreve...)
E é como se aquele beijo no rosto fosse extremamente necessário, não apenas para dizer que o tesão acabou, mas que as coisas passam e que temos de aproveitar O momento, O instante, porque três horas antes daquele beijo no rosto, estes dois agora recém-amigos ainda sentiam vontade de transar um com o outro.
É estranho, né? Mas é como eu ouvi uma vez num filme: "naquele momento, eu pensava que seria o começo da felicidade; só não sabia que era A felicidade"
Não sei se postei algo legal, mas só queria dar um up neste blog depois de dias e mais dias sem postar e alguns momentos de briga pela internet cair toda hora... rsrs... mas sempre estarei aqui, espero (para falar coisas boas ou não... até porque depende do que seja bom para quem lê e para quem escreve...)
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Ilirismo
Hoje pensei em falar de como a prefeitura tira vagas de trânsito nas ruas justamente para implantar parquímetros para cobrar os estacionamentos numa das vagas que ela tirou. É tão estranho, meio ilógico que beira ao ridículo, porém necessário se pensarmos bem. Mas eu não queria falar disso. Na verdade, eu nem sei do que quero falar.
Acho que no fundo, eu só quero preenhcer mais um post que raras pessoas (entendam em vários sentidos, por favor) irão ler. Só para eu dizer que ainda estou vivo... coisa que não sinto mais. Sinto como se eu passasse por mim, mas eu não sentisse sendo, muito menos sendo eu...
Sempre quero ou o passado ou o futuro e nunca o presente, porque o presente, o presente é completamente suportável e real. É horrível tocar nas coisas e elas serem justamente como eu achei que elas seriam... (imagine há quatro anos eu nem pensaria em falar isso...)
Ah, isso ficou horrível como minha alma desbotada está hoje... será que eu ainda acredito em milagre e em lirismo?
Ou é melhor apenas acreditar nos lírios?
Acho que no fundo, eu só quero preenhcer mais um post que raras pessoas (entendam em vários sentidos, por favor) irão ler. Só para eu dizer que ainda estou vivo... coisa que não sinto mais. Sinto como se eu passasse por mim, mas eu não sentisse sendo, muito menos sendo eu...
Sempre quero ou o passado ou o futuro e nunca o presente, porque o presente, o presente é completamente suportável e real. É horrível tocar nas coisas e elas serem justamente como eu achei que elas seriam... (imagine há quatro anos eu nem pensaria em falar isso...)
Ah, isso ficou horrível como minha alma desbotada está hoje... será que eu ainda acredito em milagre e em lirismo?
Ou é melhor apenas acreditar nos lírios?
domingo, 31 de agosto de 2008
Pra que mentir? Fingir que não acontece?
É tão gostoso quando somos nós mesmos, não é? Até acho que em algum outro post eu já coloquei isso, mas discorrerei sobre este tema aqui também: são horríveis as pessoas que não se conhecem. A gente nunca vai conseguir ser totalmente livre e nem tampouco se conhecer totalmente, é algo onírico, mas é quase vital que saibamos o que somos, como agimos em determinadas situações, até mesmo para sabermos enfrentar e respeitar e conhecer os outros.
Este post era para ficar muito maior (quando pensei) e muito menos repetitivo, mas pararei por aqui. Porque sinto, sei, que não quero falar mais nada, que parece que estou realmente sendo redundante, como mesmo neste último parágrafo.
Este post era para ficar muito maior (quando pensei) e muito menos repetitivo, mas pararei por aqui. Porque sinto, sei, que não quero falar mais nada, que parece que estou realmente sendo redundante, como mesmo neste último parágrafo.
sábado, 23 de agosto de 2008
sábado, 9 de agosto de 2008
"Uma camisa de força (ou de vênus)"
Não queria fazer daqui nenhum blog sentimental ou pessoal demais, mas aqui vai um post totalmente sentimental e pessoal. Bem, pra começar vou falar como estou me sentindo agora: pernas estranhamente doloridas, ouvindo Zé Ramalho num CD emprestado de uma colega, depois de ter ido beber com uma amiga (uma das melhores, sem detrimento das outras, por favor), depois de me ter masturbado pensando no garçom... ah, sim, depois da dor de cabeça insuportável que se seguiu à masturbação (que até foi muito boa) e a leitura de uma revista de arte, cuja assinatura acho inútil quase sempre que vejo a ordem de saque no papelzinho do banco avisando o débito automático e me lembro de que foi aquilo... porém sempre me alegro quando a revista chega, mesmo que quase nunca também eu a leia (inteira, ao menos)...
Percebi que a vida acadêmica que eu queria está ruindo... não sei se era bem o que eu queria mesmo, não sei se a escolha do curso de pó-graduação foi boa, a escolha da instituição, a escolha de permanecer ali... tudo sempre me pareceu tão bom, e agora parece que algumas das minhas escolhas estão erradas... não por serem ruins, mas apenas por não serem para mim... só não engano da minha escolha sexual (mas quem disse que essa é uma escolha? rsrs)
E agora estou, no meio da madrugada com as pernas doloridas e a barriga estranha como fome (mas comi aquele ótimo caldo verde que minha mãe fez com a ervilha e a calabresa que eu comprei à tarde, com meu dinheiro suado e merecido de professor secundário, que agora parece nunca vou deixar de ser...
Ai, este post está, ficou chato. Desculpe-me pelo possível aborrecimento... e agora o CD está pulando (deve estar riscado: ainda bem que "Chão de giz" não está, penso agora...)
Bem, vou tentar deitar com frases na cabeça como "eu seria mais feliz se recebesse carinho de outras mãos que não fossem as minhas", ou "quatro carpas djs e um livro que afunda", esta eu li na revista, a outra eu mesmo formulei antes de me masturbar, sem nem pensar no garçom ainda, e nem sei se é verdade, pois às vezes me sinto bem feliz com meu próprio toque, mas isso não deixa a frase mais ou menos falsa, a não ser quando colocada num grau comparativo, mas estou muito cansado pra fazer isso agora.
Eu só queria que o dia amanhecesse... ah, quando levanto minhas pernas elas melhoram... quem sabe se eu me deitar, elas não param de doer? Será que preciso de uma camisa de força ou de vênus? Ou apenas de um livro, uma fonte de vida, e não precisar ler críticos, pois eles me cansam mais que cigarros e minhas pernas... eles não me levam a lugar algum e nem podem me matar de câncer... acho
Percebi que a vida acadêmica que eu queria está ruindo... não sei se era bem o que eu queria mesmo, não sei se a escolha do curso de pó-graduação foi boa, a escolha da instituição, a escolha de permanecer ali... tudo sempre me pareceu tão bom, e agora parece que algumas das minhas escolhas estão erradas... não por serem ruins, mas apenas por não serem para mim... só não engano da minha escolha sexual (mas quem disse que essa é uma escolha? rsrs)
E agora estou, no meio da madrugada com as pernas doloridas e a barriga estranha como fome (mas comi aquele ótimo caldo verde que minha mãe fez com a ervilha e a calabresa que eu comprei à tarde, com meu dinheiro suado e merecido de professor secundário, que agora parece nunca vou deixar de ser...
Ai, este post está, ficou chato. Desculpe-me pelo possível aborrecimento... e agora o CD está pulando (deve estar riscado: ainda bem que "Chão de giz" não está, penso agora...)
Bem, vou tentar deitar com frases na cabeça como "eu seria mais feliz se recebesse carinho de outras mãos que não fossem as minhas", ou "quatro carpas djs e um livro que afunda", esta eu li na revista, a outra eu mesmo formulei antes de me masturbar, sem nem pensar no garçom ainda, e nem sei se é verdade, pois às vezes me sinto bem feliz com meu próprio toque, mas isso não deixa a frase mais ou menos falsa, a não ser quando colocada num grau comparativo, mas estou muito cansado pra fazer isso agora.
Eu só queria que o dia amanhecesse... ah, quando levanto minhas pernas elas melhoram... quem sabe se eu me deitar, elas não param de doer? Será que preciso de uma camisa de força ou de vênus? Ou apenas de um livro, uma fonte de vida, e não precisar ler críticos, pois eles me cansam mais que cigarros e minhas pernas... eles não me levam a lugar algum e nem podem me matar de câncer... acho
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Hey, eu posso escolher!
Vendo televisão, eu estava pensando esses dias em como a propaganda nos faz pensar ou mesmo escolher coisas, o que é meio função dela mesmo, mas tem vezes que ela exagera, como quando eles criam uma promoção para que você compre alguma coisa e tal, e ganhe um prêmio. Muitas vezes é um prêmio que não tem nada a ver com o que realmente queremos, com o que realmente estamos comprando e mesmo assim, eles nos oferecem.
Por exemplo: já vi várias vezes isso: se você comprar tal coisa, você ganha um show de não sei qual cantor, ou você ganha uma viagem a tal lugar, ou você ganha uma outra coisa igual, um produto similar, da mesma linha, enfim... ou brindes que muitas vezes nem são úteis ou pior: nem queremos.
Aí penso: porque eles não nos dão direito de escolha? Eu não quero um show de tal artista, não que eu não precise de diversão, mas eu quero ter mais dinheiro, comprando o que realmente eu quero e preciso por um preço mais barato para que sobre dinheiro para eu me divertir como eu achar melhor. Seja num show de um artista que eu goste, seja numa viagem que eu fizer para onde eu quiser, até porque eu posso também escolher não viajar, eu posso não gosta de viajar, é uma escolha minha.
Eu coloquei este exemplo da publicidade porque é algo aparente, mas existem vários outros momentos em que exploram nossa individualidade e nosso direito de escolha. E, num mundo aparentemente pautado pela individualidade (que algumas pessoas acham tão ruim, inclusive, mas não quero discutir isso aqui agora), é exatamente nossa individualidade que está sendo abusada e explorada, nosso direito primordial de escolha.
Eu sei que não somos livres, de maneira total. Mas algumas coisas podemos sim, escolher, ora... se quisermos... e se estivermos sendo aliciados, que ao menos saibamos que estamos sendo explorados e que escolhamos ser explorados (porque às vezes nem é tao ruim, assim... desde que tenhamos consciência de que foi uma escolha nossa).
Por exemplo: já vi várias vezes isso: se você comprar tal coisa, você ganha um show de não sei qual cantor, ou você ganha uma viagem a tal lugar, ou você ganha uma outra coisa igual, um produto similar, da mesma linha, enfim... ou brindes que muitas vezes nem são úteis ou pior: nem queremos.
Aí penso: porque eles não nos dão direito de escolha? Eu não quero um show de tal artista, não que eu não precise de diversão, mas eu quero ter mais dinheiro, comprando o que realmente eu quero e preciso por um preço mais barato para que sobre dinheiro para eu me divertir como eu achar melhor. Seja num show de um artista que eu goste, seja numa viagem que eu fizer para onde eu quiser, até porque eu posso também escolher não viajar, eu posso não gosta de viajar, é uma escolha minha.
Eu coloquei este exemplo da publicidade porque é algo aparente, mas existem vários outros momentos em que exploram nossa individualidade e nosso direito de escolha. E, num mundo aparentemente pautado pela individualidade (que algumas pessoas acham tão ruim, inclusive, mas não quero discutir isso aqui agora), é exatamente nossa individualidade que está sendo abusada e explorada, nosso direito primordial de escolha.
Eu sei que não somos livres, de maneira total. Mas algumas coisas podemos sim, escolher, ora... se quisermos... e se estivermos sendo aliciados, que ao menos saibamos que estamos sendo explorados e que escolhamos ser explorados (porque às vezes nem é tao ruim, assim... desde que tenhamos consciência de que foi uma escolha nossa).
Marcadores:
comportamento,
consciência,
escolha,
percepção,
sociedade,
vida
domingo, 27 de julho de 2008
A paixão (e as coisas)
A gênese da vida é a paixão.
Tá, eu sei, isso está piegas, mas é verdade. E é o que eu queria escrever sobre. A paixão, em seu sentido original, como sofrimento; a paixão como vontade, mudança. Tudo isso é paixão. Criadora e mantenedora das coisas, como um deus; espírito movente, e revitalizadora das tais coisas, como um demônio.
As coisas mudam, mas sempre estão lá. Por mais invisíveis que sejam, ou estejam, sempre estão lá, como as nuvens que vão e voltam, muitas vezes sem formas, que nem percebemos direito, mas que estão lá. Apenas notamos quando elas se fazem notar, aparecer, como quando aparecem diferentes.
Seria a força da paixão assim também? Espírito movente, revitalizador das coisas que cria, das coisas que mantêm. Será que é necessário manter? Ou é necessário revitalizar? Ou é necessário nenhuma dessas coisas? Seria necessário apenas viver? Ou vivemos por que na verdade queremos mesmo?
E a paixão? Existe? É maior, menor que o amor? Eles são tão diferentes assim? A paixão gira a nossa vida, cria coisas, revitaliza as mesmas, torna-se nuvem. Tudo.
Tá, eu sei, isso está piegas, mas é verdade. E é o que eu queria escrever sobre. A paixão, em seu sentido original, como sofrimento; a paixão como vontade, mudança. Tudo isso é paixão. Criadora e mantenedora das coisas, como um deus; espírito movente, e revitalizadora das tais coisas, como um demônio.
As coisas mudam, mas sempre estão lá. Por mais invisíveis que sejam, ou estejam, sempre estão lá, como as nuvens que vão e voltam, muitas vezes sem formas, que nem percebemos direito, mas que estão lá. Apenas notamos quando elas se fazem notar, aparecer, como quando aparecem diferentes.
Seria a força da paixão assim também? Espírito movente, revitalizador das coisas que cria, das coisas que mantêm. Será que é necessário manter? Ou é necessário revitalizar? Ou é necessário nenhuma dessas coisas? Seria necessário apenas viver? Ou vivemos por que na verdade queremos mesmo?
E a paixão? Existe? É maior, menor que o amor? Eles são tão diferentes assim? A paixão gira a nossa vida, cria coisas, revitaliza as mesmas, torna-se nuvem. Tudo.
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Que tal: sonhos reais?
Ai, muito se fala sobre ter sonhos, sua importância e tal... hoje em dia também se fala muito sobre a diferença entre sonho e objetivo de vida, que seriam coisas muito distintas, (mas na verdade, nem tanto também...) pois o que eu queria falar aqui hoje é sobre a importância do sonho, porém sem esquecer um outro aspecto importantíssimo.
Uma vez quando um grupo do qual eu fazia parte quis abrir um estabelecimento comercial e um de nossos integrantes disse assim: temos dinheiro para abrir e para fechar? Foi uma pergunta estranha em meio a toda empolgação que um sonho (principalmente em vias de realização) carrega, porém extremamente importante. Aí entendemos que o sonho predestina uma realização. Não podemos apenas sonhar com olhos fechados (e algumas vezes a cabeça e os braços também... rsrs).
Não sei se estou indo um pouco na contramão do que às vezes até eu acredito e falo para muitas pessoas, mas antes de sonhar, ou melhor depois de sonhar, é necessário ter os pés no chão e encarar a realidade para ver se o sonho é possível. Pois um sonho tem que ser mais do viável, real.
Os sonhos têm que ser reais. Parece um paradigma (e até acho que seja mesmo) mas é verdadeiro, pelo que eu penso. Os sonhos reais podem ser os mais difíceis, porém também os mais prazerosos, pois no sonho você até pode "cair sem se machucar", como disse se não me engano Sandra Mara Herzer (peço permissão para usar tal citação que ouvi na primeira peça de teatro que vi na minha vida) em lindas palavras, mas quando você acorda, por mais que você não tenha se machucado, foi ainda apenas um sonho. E quando você goza na vida real, esse gozo tem gosto, cheiro, consistência, assim como um machucado real, é verdade. Mas você pode pegar e sentir.
Não quero destruir a idéia do sonho, reitero. Sonhar é importante, quase imprescindível até, mas é ainda só sonhar. Que tal transformar nossos sonhos em sonhos reais? No qual podemos nos machucar de verdade, porém em compensação, gozarmos de verdade também?
Uma vez quando um grupo do qual eu fazia parte quis abrir um estabelecimento comercial e um de nossos integrantes disse assim: temos dinheiro para abrir e para fechar? Foi uma pergunta estranha em meio a toda empolgação que um sonho (principalmente em vias de realização) carrega, porém extremamente importante. Aí entendemos que o sonho predestina uma realização. Não podemos apenas sonhar com olhos fechados (e algumas vezes a cabeça e os braços também... rsrs).
Não sei se estou indo um pouco na contramão do que às vezes até eu acredito e falo para muitas pessoas, mas antes de sonhar, ou melhor depois de sonhar, é necessário ter os pés no chão e encarar a realidade para ver se o sonho é possível. Pois um sonho tem que ser mais do viável, real.
Os sonhos têm que ser reais. Parece um paradigma (e até acho que seja mesmo) mas é verdadeiro, pelo que eu penso. Os sonhos reais podem ser os mais difíceis, porém também os mais prazerosos, pois no sonho você até pode "cair sem se machucar", como disse se não me engano Sandra Mara Herzer (peço permissão para usar tal citação que ouvi na primeira peça de teatro que vi na minha vida) em lindas palavras, mas quando você acorda, por mais que você não tenha se machucado, foi ainda apenas um sonho. E quando você goza na vida real, esse gozo tem gosto, cheiro, consistência, assim como um machucado real, é verdade. Mas você pode pegar e sentir.
Não quero destruir a idéia do sonho, reitero. Sonhar é importante, quase imprescindível até, mas é ainda só sonhar. Que tal transformar nossos sonhos em sonhos reais? No qual podemos nos machucar de verdade, porém em compensação, gozarmos de verdade também?
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Desprotegidos
Semana passada, ocorreu-me um pensamento de que o amor não existe. Existe apenas a idéia dele, até mesmo sua entidade, mas ele mesmo não. Mas o que me foi mais terrível e quase incrível mesmo foi de que esse pensamento me pareceu tão simples de ser e de acontecer que fiquei estarrecido comigo mesmo. O amor em si não existe, só existem suas aplicações. Não é uma coisa tão difícil de entender, portanto ela pode perfeitamente existir. Pensei, nesta mesma ocasião de que o amor é proteção, cuidado ou mesmo posse. Porém esta proteção, este cuidado não tem a ver com carinho e nem a quem ele se destina, porém mais de quem se origina. Algo assim: eu amo, não importa quem, não importa quando, não importa se a pessoa quer ou não o meu modo de amar, também não importa a pessoa que supostamente eu ame, mas importa apenas a mim, pois eu amo. Percebi que o amor, assim como quase (?) todos os outros sentimentos humanos (ou seriam humanizados?) é egoísta, pois vive em si, pelo que eu pensei. E esse amor sobretudo proteção pode não ser bom para o amado, mas pode ser bom para o amante. Agora esse amor é de todo bom? E mais: será que podemos nos sentir portegidos e/ou amados ao mesmo tempo sempre? Proteção e amor são, então, sinônimos?
Às vezes pensamos que ficarmos desprotegidos, desamparados é a pior coisa do mundo. Às vezes até é. Mas será que sempre? Porque, no fundo, pense bem: estamos todos desprotegidos. Pela sociedade, às vezes pela família, às vezes por quem achamos que amamos ou nos amam, às vezes por nós mesmos. Será que não nos amam (ou não nos amamos)? Ou será que apenas estamos, simplesmente e nada mais, desprotegidos? E até que ponto isso não é assim tão ruim...?
Às vezes pensamos que ficarmos desprotegidos, desamparados é a pior coisa do mundo. Às vezes até é. Mas será que sempre? Porque, no fundo, pense bem: estamos todos desprotegidos. Pela sociedade, às vezes pela família, às vezes por quem achamos que amamos ou nos amam, às vezes por nós mesmos. Será que não nos amam (ou não nos amamos)? Ou será que apenas estamos, simplesmente e nada mais, desprotegidos? E até que ponto isso não é assim tão ruim...?
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Quando o excesso vira rotina
Eu nunca quis uma vida de rotina. Provavelmente por isso que, quando era mais novo, quis ser fazer teatro e ser ator. Achava que eles tinham uma vida mais emocionante, ou pelo menos não tanto rotineira, quanto acordar no mesmo horário todo dia (seja ele qual for), ir trabalhar, voltar para casa, divertir-se com amigos ou namorados, namoradas, em algum momento do dia ou da semana (muitas vezes esses momentos podem até ser cronometrados), voltar pra casa, dormir e recomeçar o dia tudo de novo... eu não queria isso, mas comecei, quase que deliberadamente (ou não) a ter uma vida rotineira.
Até que percebi que o que sempre gostei mesmo foram os excessos(gente, como é difícil escrever excesso!!! rsrs).E é tão bom quando a gente encontra na vida algo que a gente gosta de fazer, um lugar onde a gente gosta de morar, uma pessoa que a gente gosta de conviver... você acha que o mundo foi feito para você... mas depois as coisas mudam. Porque infelzimente não se pode viver no exagero. Mas a rotina também nos prende muito. E viver uma vida medíocre (no meio do caminho) é horrível. É aí que às vezes o equilíbrio nos aponta como uma saída viável, possível, não sei se a melhor saída, mas enfim...
O ruim é quando algo que era bom vira um inferno, justamente por não pensarmos que aquilo "bom" poderia se tornar tão ruim. Quando o excesso vira rotina, ou seja, quando aquilo que sonhamos ser uma saída legal, agradável, às vezes a única possível, vira mais uma prisão irrefreável; quando o paraíso vira um inferno. E você vê que seu sonho, seu sonho de vida, sua vida, não é mais como você pensava.
Até que percebi que o que sempre gostei mesmo foram os excessos(gente, como é difícil escrever excesso!!! rsrs).E é tão bom quando a gente encontra na vida algo que a gente gosta de fazer, um lugar onde a gente gosta de morar, uma pessoa que a gente gosta de conviver... você acha que o mundo foi feito para você... mas depois as coisas mudam. Porque infelzimente não se pode viver no exagero. Mas a rotina também nos prende muito. E viver uma vida medíocre (no meio do caminho) é horrível. É aí que às vezes o equilíbrio nos aponta como uma saída viável, possível, não sei se a melhor saída, mas enfim...
O ruim é quando algo que era bom vira um inferno, justamente por não pensarmos que aquilo "bom" poderia se tornar tão ruim. Quando o excesso vira rotina, ou seja, quando aquilo que sonhamos ser uma saída legal, agradável, às vezes a única possível, vira mais uma prisão irrefreável; quando o paraíso vira um inferno. E você vê que seu sonho, seu sonho de vida, sua vida, não é mais como você pensava.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
De fora é mais fácil entender
É bem verdade que só falamos de nós mesmos. Mas sempre tudo o que vem de fora é muito mais fácil comentar. É muito melhor, mais cômodo e mais fácil você jogar responsabilidades nos ombros dos outros. E não estou falando apenas de coisas ligadas a trabalho ou de coisas externas. Afinal, tudo que é de fora é muito mais fácil comentar. Estou falando do que se passa dentro de nós. O que é muito mais difícil. E novamente cumprimos nossa regra de, sempre quando falamos nos outros, acabamos falando de nós mesmos.
Sempre achamos que podemos ser felizes se algo nos acontecesse, ou se algo não nos acontecesse. Se alguém nascesse, se alguém morresse, se eu encontrasse tal pessos, se eu nunca tivesse encontrado tal pessoa, se eu tivesse ficado no emprego, se eu tivesse largado. E quase sempre nos apoiamos em muletas externas para entender o que está acontecendo conosco e não pirarmos. O que é uma defesa até certo ponto interessante e esperta, porém não muito inteligente, pois quando nos deparamos que o problema está dentro de nós mesmos e mais: a escolha também, ficamos sem chão.
Aceitar-se é muito mais difícil do que aceitar alguém ou alguma coisa de fora, com exceção de que você ache que esse "de fora" é muito mais parecido e mexe muito mais com você do que qualquer aparentemente interna e importante. É complicado sangrar, porém muitas vezes é necessários vermos o próprio sangue sair dali e perceber que quem deu a ferida fomos nós mesmos e sairmos da condição de vítima de tudo. É bom quando você vê sua vida como num filme. Muito ruim é quando você se percebe protagonista desse filme e vê que as lágrimas são de verdade, não colírio (aliás, muito menos colírio) e também que o sangue não é groselha (e a vida não é tão doce).
Mas pior mesmo é quando você enxerga que quem estava na frente do computador que imprimiu o roteiro da sua vida, é(adivinha quem?): você mesmo!
Sempre achamos que podemos ser felizes se algo nos acontecesse, ou se algo não nos acontecesse. Se alguém nascesse, se alguém morresse, se eu encontrasse tal pessos, se eu nunca tivesse encontrado tal pessoa, se eu tivesse ficado no emprego, se eu tivesse largado. E quase sempre nos apoiamos em muletas externas para entender o que está acontecendo conosco e não pirarmos. O que é uma defesa até certo ponto interessante e esperta, porém não muito inteligente, pois quando nos deparamos que o problema está dentro de nós mesmos e mais: a escolha também, ficamos sem chão.
Aceitar-se é muito mais difícil do que aceitar alguém ou alguma coisa de fora, com exceção de que você ache que esse "de fora" é muito mais parecido e mexe muito mais com você do que qualquer aparentemente interna e importante. É complicado sangrar, porém muitas vezes é necessários vermos o próprio sangue sair dali e perceber que quem deu a ferida fomos nós mesmos e sairmos da condição de vítima de tudo. É bom quando você vê sua vida como num filme. Muito ruim é quando você se percebe protagonista desse filme e vê que as lágrimas são de verdade, não colírio (aliás, muito menos colírio) e também que o sangue não é groselha (e a vida não é tão doce).
Mas pior mesmo é quando você enxerga que quem estava na frente do computador que imprimiu o roteiro da sua vida, é(adivinha quem?): você mesmo!
Marcadores:
auterismo,
percepção,
preconceito,
sociedade,
vida
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Com a blusa na mão
Mais uma vez vou falar de nós em relação aos outros... parece até que me encarneci neste tema, né? Mas acho que foi isso mesmo, porém é algo que eu já queria falar há muito tempo. Inclusive já peço desculpas antecipadas pelas pessoas que lêem porque eu demoro a postar, mas as coisas estão corridas. Isso também é algo que as pessoas nao vêem muito...
Enfim, vamos ao assunto: eu sempre fui chamado de bem prevenido e, modéstia à parte, sou mesmo. Na minha bolsa sempre tem (quase) tudo. E, com este tempo louco, eu gosto de estar bem prevenido e, no caso, isso quer dizer bem protegido contra o frio, a chuva, essas coisas que não podemos controlar. Muitas vezes nem podemos controlar o que está dentro de nós, imagine o que está fora?
Eu acordo cedo(não muito cedo, é verdade, mas cedo) e volto para casa muito tarde. Portanto, saio com muita roupa, vou tirando durante o dia para depois voltar a colocar. Porém, em alguns momentos em que vejo pessoas em mangas de camisa, ou mesmo com camisetas sem manga, e eu com a blusa na mão, é estranho... Porém o mais estranho não é o que eu sinto, mas sim o que eu vejo nas pessoas.
Elas me olham como se eu fosse de outro mundo. Às vezes até acho que sou mesmo um pouco metido, como o comentado no outro post, pois eu não ligo e realmente devo ser. Se bem que, sejamos sinceros, eu até ligo, sim, senão não estaria escrevendo um post falando disso... mas tem uma coisa que elas não sabem: primeiro eu sinto o frio que eu quiser, o corpo é meu e quem vai sentir sou eu; segundo: ninguém sabe a hora que eu vou voltar pra casa, logo ninguém sabe a razão de eu estar assim tão cheio de blusas.
Pode parecer besteira, mas é uma metáfora de como as pessoas agem na sociedade. Parece que você precisa se adequar a certas coisas que você não acha tão importante, mas... sobre sentir, eu odeio frases do tipo: "eu sei o que você está sentindo", "eu já passei por isso". Ora, por mais que existam situações semelhantes, nunca ninguém passou exatamente pelo que a outra pessoa passou, pois somos diferentes. Aliás, diferentes, graças a Deus! Ou ao diabo, vai saber?
Pra que se importar se você acende uma vela para um ou para outro: a alma é sua. Isso se você acreditar em alma, o que também não é obrigado. Mas as pessoas insistem. As pessoas insistem em obrigá-lo a fazer parte de um sistema, a olhar para sua blusa na mão e fazer algum tipo de censura silenciosa, quando só você sabe o frio que você passa e só você sabe quando e para que vai usar aquela blusa na sua mão.
Momento de agradecimento às pessoas que comentam. Desculpe o final sentimental, mas parece que eles sentem quase o mesmo frio que eu sinto, pois parecem entender certas coisas que escrevo aqui. Um beijo pra vocês!
Enfim, vamos ao assunto: eu sempre fui chamado de bem prevenido e, modéstia à parte, sou mesmo. Na minha bolsa sempre tem (quase) tudo. E, com este tempo louco, eu gosto de estar bem prevenido e, no caso, isso quer dizer bem protegido contra o frio, a chuva, essas coisas que não podemos controlar. Muitas vezes nem podemos controlar o que está dentro de nós, imagine o que está fora?
Eu acordo cedo(não muito cedo, é verdade, mas cedo) e volto para casa muito tarde. Portanto, saio com muita roupa, vou tirando durante o dia para depois voltar a colocar. Porém, em alguns momentos em que vejo pessoas em mangas de camisa, ou mesmo com camisetas sem manga, e eu com a blusa na mão, é estranho... Porém o mais estranho não é o que eu sinto, mas sim o que eu vejo nas pessoas.
Elas me olham como se eu fosse de outro mundo. Às vezes até acho que sou mesmo um pouco metido, como o comentado no outro post, pois eu não ligo e realmente devo ser. Se bem que, sejamos sinceros, eu até ligo, sim, senão não estaria escrevendo um post falando disso... mas tem uma coisa que elas não sabem: primeiro eu sinto o frio que eu quiser, o corpo é meu e quem vai sentir sou eu; segundo: ninguém sabe a hora que eu vou voltar pra casa, logo ninguém sabe a razão de eu estar assim tão cheio de blusas.
Pode parecer besteira, mas é uma metáfora de como as pessoas agem na sociedade. Parece que você precisa se adequar a certas coisas que você não acha tão importante, mas... sobre sentir, eu odeio frases do tipo: "eu sei o que você está sentindo", "eu já passei por isso". Ora, por mais que existam situações semelhantes, nunca ninguém passou exatamente pelo que a outra pessoa passou, pois somos diferentes. Aliás, diferentes, graças a Deus! Ou ao diabo, vai saber?
Pra que se importar se você acende uma vela para um ou para outro: a alma é sua. Isso se você acreditar em alma, o que também não é obrigado. Mas as pessoas insistem. As pessoas insistem em obrigá-lo a fazer parte de um sistema, a olhar para sua blusa na mão e fazer algum tipo de censura silenciosa, quando só você sabe o frio que você passa e só você sabe quando e para que vai usar aquela blusa na sua mão.
Momento de agradecimento às pessoas que comentam. Desculpe o final sentimental, mas parece que eles sentem quase o mesmo frio que eu sinto, pois parecem entender certas coisas que escrevo aqui. Um beijo pra vocês!
Marcadores:
diversidade,
personalidade,
preconceito,
sociedade,
vida
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Aquilo que esperam de nós
Essa semana aconteceu uma coisa um tanto quanto diferente. Soube, meio sem querer e por caminhos meio tortos, que tenho fama de metido. As razões que me foram elencadas para receber tal denominação não foram suficientes, o que me fez pensar nos valores do suposto "caluniador". Mas, enfim, esta situação um pouco delicada (que, confesso, veio a me tornar também um pouco prazerosa, em certo sentido) me fez pensar em algo que já ouvi muito falar, mas nunca tinha sentido na pele e portanto, nunca tinha percebido com tantos como agora: o modo como as pessoas nos vêem. E me surpreendi ao constatar que, constatemente, o modo como o mundo nos rotula e como nos entendemos a nós mesmos são diferentes.
Pôxa, eu fui chamado de metido! Logo eu, que me acho tão legal! hahaha... tudo bem, essa defesa pode ser na verdade encarada como uma denúncia, pois também nem sempre o que somos (ou o que achamos que somos) é o que parece ao mundo. E eis aí toda a nossa confusão social.
Quando você se mostra a alguém, pode até estar criando uma personagem, que perigosamente pode escapar de seu próprio controle e tomar conta da sua vida: isso é realmente muito perigoso, como coloquei. Porém, às vezes, estamos tentando ser nós mesmos (ou o máximo que nos aproximamos disso) e ainda não parece suficiente para a sociedade. Porque vivemos em sociedade e as inter-relações (feliz ou infelizmente) existem, são um fato e temos de fatidicamente (já que são um fato) aceitá-las. Porém nem sempre temos de aceitar as convenções sociais. Eis aí a nossa suposta "malandragem", ou seja, tentarmos escapar a conceitos, a imagens, a tudo aquilo que esperam de nós, tentando simplesmente nos aproximarmos daquilo que somos.
Mas, o que somos? Bem, não precisamos dizer o que somos, apenas sentir e expressar. Porque quando conseguimos raciocionar o que somos, já estamos nos adequando a um sistema que pode, muitas vezes, não ser o nosso. E aí sim, seremos rotulados, vistos, comentados, porque já somos "os outros", já viramos "outros" na boca e no conceito (que não vamos julgar aqui) dos "outros", e não somos mais nós mesmos.
Não precisamos do outro para nos classificar. Aliás, nem precisamos nos classifcar, pois isto já ns sugere outrem. Temos de ser nós mesmos, se quisermos. Ou, tentar nos aproximar o máximo possível do que tentamos ser. E já isso é tão difícil; imagine quando você ainda tem que ser você mesmo e se preocupar com a imagem que cria nos outros! Ah, não temos todo esse tempo, não é? Os outros que se danem! Tenho uma solução: sejamos nós mesmos, para que os outros se confundam quase sempre! Beijos a todos!
Pôxa, eu fui chamado de metido! Logo eu, que me acho tão legal! hahaha... tudo bem, essa defesa pode ser na verdade encarada como uma denúncia, pois também nem sempre o que somos (ou o que achamos que somos) é o que parece ao mundo. E eis aí toda a nossa confusão social.
Quando você se mostra a alguém, pode até estar criando uma personagem, que perigosamente pode escapar de seu próprio controle e tomar conta da sua vida: isso é realmente muito perigoso, como coloquei. Porém, às vezes, estamos tentando ser nós mesmos (ou o máximo que nos aproximamos disso) e ainda não parece suficiente para a sociedade. Porque vivemos em sociedade e as inter-relações (feliz ou infelizmente) existem, são um fato e temos de fatidicamente (já que são um fato) aceitá-las. Porém nem sempre temos de aceitar as convenções sociais. Eis aí a nossa suposta "malandragem", ou seja, tentarmos escapar a conceitos, a imagens, a tudo aquilo que esperam de nós, tentando simplesmente nos aproximarmos daquilo que somos.
Mas, o que somos? Bem, não precisamos dizer o que somos, apenas sentir e expressar. Porque quando conseguimos raciocionar o que somos, já estamos nos adequando a um sistema que pode, muitas vezes, não ser o nosso. E aí sim, seremos rotulados, vistos, comentados, porque já somos "os outros", já viramos "outros" na boca e no conceito (que não vamos julgar aqui) dos "outros", e não somos mais nós mesmos.
Não precisamos do outro para nos classificar. Aliás, nem precisamos nos classifcar, pois isto já ns sugere outrem. Temos de ser nós mesmos, se quisermos. Ou, tentar nos aproximar o máximo possível do que tentamos ser. E já isso é tão difícil; imagine quando você ainda tem que ser você mesmo e se preocupar com a imagem que cria nos outros! Ah, não temos todo esse tempo, não é? Os outros que se danem! Tenho uma solução: sejamos nós mesmos, para que os outros se confundam quase sempre! Beijos a todos!
Marcadores:
comportamento,
falsidade,
identidade,
sociedade,
vida
Assinar:
Postagens (Atom)