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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

For give and for get

Sempre pensei nestas duas formas de representação da língua inglesa: forgive and forget. São dois verbos, perdoar e esquecer, mas perceberam que eles têm uma formação parecida e colocados de maneira separada como o fiz no título, isso fica ainda mais evidente? Perdoar pode ser ligado a dar, entregar, oferecer (to give); e esquecer a pegar, ter, possuir, ou às inúmeras composições que o verbo to get possibilita.
O perdão é uma das coisas mais bonitas que se tem notícia, pelo menos eu acho. Inclusive é um dos pilares de uma grande religião do mundo, uma das maiores. Perdão é quando você dá, realmente oferece alguma coisa que geralmente não te deram... não é devolver, é doar-se, é manifestação de entrega de si mesmo (é estranho como que a maioria das religiões tem essa questão de entrega de si mesmo, em maior ou menor grau, em grande valia).
E esquecer pode ser uma dádiva ou uma maldição. Dádiva quando aquilo que esquecemos (ou aquele ou aquela) não vai fazer diferença pra nós, e nem digo quando é algo ruim, pois muitas vezes algo ruim nós não podemos esquecer... e independente de algo ruim ou bom, quando não podemos nos esquecer disso (ou desse ou dessa) se transforma em maldição, pois aquilo passa a nos acompanhar em horas imprórias, nos pega, nos tem, nos prende, não nos libera e nem nos sentimos libertos... portanto, muitas vezes esquecer é tirar, libertar-se, ou prender-se...
Perdoar e esquecer são parecidas até mesmo no seu sentido: muitas vezes perdoar é esquecer... mas será que esquecer e perdoar é assim tão fácil? Às vezes é necessário esquecer alguma coisa para perdoar... ou esquecer aqueles que não cosneguimos perdoar... quem sabe, esquecendo, conseguimos perdoar...

Mas, como diz Arlindo Cruz, num dos seus belíssimos sambas, eu ainda não entendi por que "recebe menos quem mais tem pra dar"... então, dêem-me licença que eu já vou... rsrs

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Remédios pra dormir, espelhos e vícios de sonhadores

Um dia me perguntaram o que eu daria para uma diva. Respondi, quase sem hesitar, remédios para dormir. Toda diva deve ter uma vida exausta, senão pelo agitação prática, toda a agitação emocional com certeza é estafante. E dormir seria a melhor opção. Não por descansar, mas por fugir. Fugir e ter a chance de renascer, diferente de quando se morre, meio definitivo demais para uma diva, mesmo que ela seja um mito e, portanto, eterno. Mas minha resposta não foi a única interessante. Também me disseram espelhos. Divas realmente precisam de espelhos. Afinal, quando todos se forem, quem vai amá-la a não ser ela mesma? Ou odiá-la? Ah, divas precisam ser odiadas, porque elas gostam de ser contrariadas, uma vez que contrariando-as existe a afirmação de sua vontade. E ela é uma diva. Uma diva é quase uma deusa.
Quase. A diva, assim como a deusa, não se bastam. Mas a diva é humana. A diferença desta palavra é sutil e enorme.
O ser humano sonha. O sonho é o pior vício dos humanos. É pelo sonho que conseguimos as coisas, porém é também pelo sonho que nos viciamos e andamos de precipício em precipício, como diz uma música.
E assim, vamos, apaixonados, fugindo, nos escondendo, vivendo, nos admirando, nos odiando, à beira dos precipícios (e dos suicídios?), vivendo e principalmente sonhando, viciados em amor e em excesso.

Só quem vai até o fim entenderia isso.

sábado, 8 de novembro de 2008

Diabólicas perversões ou Quebra de parâmetros ou Sim

Para Guilherme

O azul é a cor da doença e da cura. O branco é a pureza, pois tem todos os sentimenetos dentro de si, o preto é como a elegência, o nada que se parece com tudo (e o é, algumas vezes; afinal: as coisas que são justamente o contrário das outras não seriam essencialmente as mesmas?). O amarelo o desespero e a riqueza (e não é que tem ligação mesmo essas duas coisas?), o desejo é vermelho, o amor é rosa, me disseram que a saudade é cinza, e a loucura? A loucura é verde...

sábado, 9 de agosto de 2008

"Uma camisa de força (ou de vênus)"

Não queria fazer daqui nenhum blog sentimental ou pessoal demais, mas aqui vai um post totalmente sentimental e pessoal. Bem, pra começar vou falar como estou me sentindo agora: pernas estranhamente doloridas, ouvindo Zé Ramalho num CD emprestado de uma colega, depois de ter ido beber com uma amiga (uma das melhores, sem detrimento das outras, por favor), depois de me ter masturbado pensando no garçom... ah, sim, depois da dor de cabeça insuportável que se seguiu à masturbação (que até foi muito boa) e a leitura de uma revista de arte, cuja assinatura acho inútil quase sempre que vejo a ordem de saque no papelzinho do banco avisando o débito automático e me lembro de que foi aquilo... porém sempre me alegro quando a revista chega, mesmo que quase nunca também eu a leia (inteira, ao menos)...
Percebi que a vida acadêmica que eu queria está ruindo... não sei se era bem o que eu queria mesmo, não sei se a escolha do curso de pó-graduação foi boa, a escolha da instituição, a escolha de permanecer ali... tudo sempre me pareceu tão bom, e agora parece que algumas das minhas escolhas estão erradas... não por serem ruins, mas apenas por não serem para mim... só não engano da minha escolha sexual (mas quem disse que essa é uma escolha? rsrs)
E agora estou, no meio da madrugada com as pernas doloridas e a barriga estranha como fome (mas comi aquele ótimo caldo verde que minha mãe fez com a ervilha e a calabresa que eu comprei à tarde, com meu dinheiro suado e merecido de professor secundário, que agora parece nunca vou deixar de ser...
Ai, este post está, ficou chato. Desculpe-me pelo possível aborrecimento... e agora o CD está pulando (deve estar riscado: ainda bem que "Chão de giz" não está, penso agora...)
Bem, vou tentar deitar com frases na cabeça como "eu seria mais feliz se recebesse carinho de outras mãos que não fossem as minhas", ou "quatro carpas djs e um livro que afunda", esta eu li na revista, a outra eu mesmo formulei antes de me masturbar, sem nem pensar no garçom ainda, e nem sei se é verdade, pois às vezes me sinto bem feliz com meu próprio toque, mas isso não deixa a frase mais ou menos falsa, a não ser quando colocada num grau comparativo, mas estou muito cansado pra fazer isso agora.
Eu só queria que o dia amanhecesse... ah, quando levanto minhas pernas elas melhoram... quem sabe se eu me deitar, elas não param de doer? Será que preciso de uma camisa de força ou de vênus? Ou apenas de um livro, uma fonte de vida, e não precisar ler críticos, pois eles me cansam mais que cigarros e minhas pernas... eles não me levam a lugar algum e nem podem me matar de câncer... acho

domingo, 27 de julho de 2008

A paixão (e as coisas)

A gênese da vida é a paixão.

Tá, eu sei, isso está piegas, mas é verdade. E é o que eu queria escrever sobre. A paixão, em seu sentido original, como sofrimento; a paixão como vontade, mudança. Tudo isso é paixão. Criadora e mantenedora das coisas, como um deus; espírito movente, e revitalizadora das tais coisas, como um demônio.
As coisas mudam, mas sempre estão lá. Por mais invisíveis que sejam, ou estejam, sempre estão lá, como as nuvens que vão e voltam, muitas vezes sem formas, que nem percebemos direito, mas que estão lá. Apenas notamos quando elas se fazem notar, aparecer, como quando aparecem diferentes.
Seria a força da paixão assim também? Espírito movente, revitalizador das coisas que cria, das coisas que mantêm. Será que é necessário manter? Ou é necessário revitalizar? Ou é necessário nenhuma dessas coisas? Seria necessário apenas viver? Ou vivemos por que na verdade queremos mesmo?
E a paixão? Existe? É maior, menor que o amor? Eles são tão diferentes assim? A paixão gira a nossa vida, cria coisas, revitaliza as mesmas, torna-se nuvem. Tudo.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Desprotegidos

Semana passada, ocorreu-me um pensamento de que o amor não existe. Existe apenas a idéia dele, até mesmo sua entidade, mas ele mesmo não. Mas o que me foi mais terrível e quase incrível mesmo foi de que esse pensamento me pareceu tão simples de ser e de acontecer que fiquei estarrecido comigo mesmo. O amor em si não existe, só existem suas aplicações. Não é uma coisa tão difícil de entender, portanto ela pode perfeitamente existir. Pensei, nesta mesma ocasião de que o amor é proteção, cuidado ou mesmo posse. Porém esta proteção, este cuidado não tem a ver com carinho e nem a quem ele se destina, porém mais de quem se origina. Algo assim: eu amo, não importa quem, não importa quando, não importa se a pessoa quer ou não o meu modo de amar, também não importa a pessoa que supostamente eu ame, mas importa apenas a mim, pois eu amo. Percebi que o amor, assim como quase (?) todos os outros sentimentos humanos (ou seriam humanizados?) é egoísta, pois vive em si, pelo que eu pensei. E esse amor sobretudo proteção pode não ser bom para o amado, mas pode ser bom para o amante. Agora esse amor é de todo bom? E mais: será que podemos nos sentir portegidos e/ou amados ao mesmo tempo sempre? Proteção e amor são, então, sinônimos?
Às vezes pensamos que ficarmos desprotegidos, desamparados é a pior coisa do mundo. Às vezes até é. Mas será que sempre? Porque, no fundo, pense bem: estamos todos desprotegidos. Pela sociedade, às vezes pela família, às vezes por quem achamos que amamos ou nos amam, às vezes por nós mesmos. Será que não nos amam (ou não nos amamos)? Ou será que apenas estamos, simplesmente e nada mais, desprotegidos? E até que ponto isso não é assim tão ruim...?

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Aquilo que não temos

Quatro dias depois, vamos a uma nova reflexão. O Carnaval passando, a grade festa de esquecimento do povo, mas lembrar é sempre o melhor remédio. Em quase todas as situações. Na política, na nossa vida social, amorosa também. E sempre cabe mais uma reflexão ao falarmos sobre lembrança e esquecimento: posse. Será que aquilo que temos é realmente assegurado, ou será que sempre é bom refletirmos sobre isso?
Pense bem: algo que temos é o nosso presente. Por mais que tenhamos confiança, determinação, a segurança e a estabilidade nem sempre nos acompanham. E isso é normal. Ser inseguro é normal! Em relação a muitas coisas, à nossa vida profissional, à nossa vida amorosa e por aí vai... só complica quando vemos que podemos estar errando.. mas como vamos saber, já que somos mesmo inseguros e a estabilidade só vem acompanhada mesmo de um concurso público?
Nem sempre aquilo que acreditamos ter, nós temos. E isso não é apenas culpa da insegurança. Muitas vezes as coisas que acontecem na nossa vida acabam nos mostrando que não somos apenas tão inseguros quanto pensamos e que no fundo até podemos estar certos. Certos de não termos aquilo que pensávamos ter. Seja um trabalho, um amor, qualquer coisa em qualquer situação.
Mas daí, chegamos a outra questão: desapontamento e orgulho. Desapontamento pela situação que nos era confortável (ou até mesmo prazerosa) e orgulho por nos julgarmos sábios o bastante para sermos inseguros. Pois se desconfiávamos de algo e esse algo acaba por tornar-se verdadeiro, por mais que soframos, acabamos nos orgulhando disso. Que loucura, né? Mas é nosso orgulho que acaba falando mais alto. Enfim, a questão é: adoramos ter, às vezes mais do que ser. E quando isso acontece ou se torna muito evidente, as coisas complicam para nós e acabam ferindo nosso próprio ego, aquilo que realmente temos. Ou melhor: será que temos a nós mesmos, se não nos conhecemos tão bem quanto imaginávamos?

No post passado, falei que o Carnaval era uma alegria quase irresponsável. Quero corrigir uma possível injustiça que eu possa ter feito: existe muita gente que leva o Carnaval a sério, que são as pessoas que trabalham nele. Quero parabenizar a todos que fazem desta festas um grande espetáculo de alegria, cor, formas e música. São verdadeiros artistas da ilusão. O que não podemos fazer é deixar esta ilusão (não apenas a do carnaval) nos tomar a vida inteira. Se conseguirmos fazer isso, ótimo; senão paciência.
Beijos a todos!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

A vida já é muito complicada para existir o preconceito

Hoje eu estava pensando em como a vida é muito complicada. Nós temos de crescer, escolher nossa profissão, ganhar dinheiro com ela, tentarmos ser felizes com essa vida que acabamos escolhendo (ou escolhem por nós) e ainda existe o preconceito.
Todo mundo sabe o que é o preconceito. É um pré-conceito de tudo que existe, ou seja, falando o português claro: as pessoas não sabem o que falam, pois não conhecem! Mas isto existe; e o preconceito é tão intrínseco em nossa vida e sociedade que muitas vezes nem sabemos que somos ou o quanto somos preconceituosos. E isso não é legal.
Como já disse no início, pense bem: já sofremos bastante, seja física ou psicologicamente. Estudamos, trabalhamos, nos apaixonamos, nos iludimos muitas vezes e ainda sempre tem de ter alguém para nos julgar se o que estamos fazendo é certo ou errado. Pôxa vida, assim nossa existência se torna quase insuportável.
Será que como dizem o amor pode vencer o preconceito? Será que ele é tao forte assim? Seja o amor entre pais e filhos, entre namorados, entre irmãos, entre amigos... será? Eu espero que sim, mas no momento, não sei responder. Só posso dizer que a vida, meus queridos, já é muito complicada para existir o preconceito. Se as pessoas se entendessem, ou ao menos, se aceitassem (até com certos receios que são compreensíveis), a vida seria menos complicada ou, no mínimo, menos insuportável.


Momento feliz: inicio meu blog em 25 de janeiro, coincidentemente o aniversário da cidade de São Paulo, que eu adoro (não moro lá, mas já estudei nessa cidade e tenho vários amigos de lá). Parabéns, Metrópole do Brasil! Grande lugar de oportunidades, paixões, ódios e preconceitos também. Mas ainda assim, um enorme coração de mãe que ajuda a todos que dali esperam alguma recompensa de vida e que tentam também deixar a vida menos insuportável. E parabéns a todos os paulistanos (os nascidos e os de coração) por fazerem esta cidade tão próspera de sonhos e de vida!


Espero que este blog também seja próspero e cheio de vida! Amém!