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domingo, 31 de agosto de 2008

Pra que mentir? Fingir que não acontece?

É tão gostoso quando somos nós mesmos, não é? Até acho que em algum outro post eu já coloquei isso, mas discorrerei sobre este tema aqui também: são horríveis as pessoas que não se conhecem. A gente nunca vai conseguir ser totalmente livre e nem tampouco se conhecer totalmente, é algo onírico, mas é quase vital que saibamos o que somos, como agimos em determinadas situações, até mesmo para sabermos enfrentar e respeitar e conhecer os outros.
Este post era para ficar muito maior (quando pensei) e muito menos repetitivo, mas pararei por aqui. Porque sinto, sei, que não quero falar mais nada, que parece que estou realmente sendo redundante, como mesmo neste último parágrafo.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Que tal: sonhos reais?

Ai, muito se fala sobre ter sonhos, sua importância e tal... hoje em dia também se fala muito sobre a diferença entre sonho e objetivo de vida, que seriam coisas muito distintas, (mas na verdade, nem tanto também...) pois o que eu queria falar aqui hoje é sobre a importância do sonho, porém sem esquecer um outro aspecto importantíssimo.
Uma vez quando um grupo do qual eu fazia parte quis abrir um estabelecimento comercial e um de nossos integrantes disse assim: temos dinheiro para abrir e para fechar? Foi uma pergunta estranha em meio a toda empolgação que um sonho (principalmente em vias de realização) carrega, porém extremamente importante. Aí entendemos que o sonho predestina uma realização. Não podemos apenas sonhar com olhos fechados (e algumas vezes a cabeça e os braços também... rsrs).
Não sei se estou indo um pouco na contramão do que às vezes até eu acredito e falo para muitas pessoas, mas antes de sonhar, ou melhor depois de sonhar, é necessário ter os pés no chão e encarar a realidade para ver se o sonho é possível. Pois um sonho tem que ser mais do viável, real.
Os sonhos têm que ser reais. Parece um paradigma (e até acho que seja mesmo) mas é verdadeiro, pelo que eu penso. Os sonhos reais podem ser os mais difíceis, porém também os mais prazerosos, pois no sonho você até pode "cair sem se machucar", como disse se não me engano Sandra Mara Herzer (peço permissão para usar tal citação que ouvi na primeira peça de teatro que vi na minha vida) em lindas palavras, mas quando você acorda, por mais que você não tenha se machucado, foi ainda apenas um sonho. E quando você goza na vida real, esse gozo tem gosto, cheiro, consistência, assim como um machucado real, é verdade. Mas você pode pegar e sentir.
Não quero destruir a idéia do sonho, reitero. Sonhar é importante, quase imprescindível até, mas é ainda só sonhar. Que tal transformar nossos sonhos em sonhos reais? No qual podemos nos machucar de verdade, porém em compensação, gozarmos de verdade também?

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Aquilo que não temos

Quatro dias depois, vamos a uma nova reflexão. O Carnaval passando, a grade festa de esquecimento do povo, mas lembrar é sempre o melhor remédio. Em quase todas as situações. Na política, na nossa vida social, amorosa também. E sempre cabe mais uma reflexão ao falarmos sobre lembrança e esquecimento: posse. Será que aquilo que temos é realmente assegurado, ou será que sempre é bom refletirmos sobre isso?
Pense bem: algo que temos é o nosso presente. Por mais que tenhamos confiança, determinação, a segurança e a estabilidade nem sempre nos acompanham. E isso é normal. Ser inseguro é normal! Em relação a muitas coisas, à nossa vida profissional, à nossa vida amorosa e por aí vai... só complica quando vemos que podemos estar errando.. mas como vamos saber, já que somos mesmo inseguros e a estabilidade só vem acompanhada mesmo de um concurso público?
Nem sempre aquilo que acreditamos ter, nós temos. E isso não é apenas culpa da insegurança. Muitas vezes as coisas que acontecem na nossa vida acabam nos mostrando que não somos apenas tão inseguros quanto pensamos e que no fundo até podemos estar certos. Certos de não termos aquilo que pensávamos ter. Seja um trabalho, um amor, qualquer coisa em qualquer situação.
Mas daí, chegamos a outra questão: desapontamento e orgulho. Desapontamento pela situação que nos era confortável (ou até mesmo prazerosa) e orgulho por nos julgarmos sábios o bastante para sermos inseguros. Pois se desconfiávamos de algo e esse algo acaba por tornar-se verdadeiro, por mais que soframos, acabamos nos orgulhando disso. Que loucura, né? Mas é nosso orgulho que acaba falando mais alto. Enfim, a questão é: adoramos ter, às vezes mais do que ser. E quando isso acontece ou se torna muito evidente, as coisas complicam para nós e acabam ferindo nosso próprio ego, aquilo que realmente temos. Ou melhor: será que temos a nós mesmos, se não nos conhecemos tão bem quanto imaginávamos?

No post passado, falei que o Carnaval era uma alegria quase irresponsável. Quero corrigir uma possível injustiça que eu possa ter feito: existe muita gente que leva o Carnaval a sério, que são as pessoas que trabalham nele. Quero parabenizar a todos que fazem desta festas um grande espetáculo de alegria, cor, formas e música. São verdadeiros artistas da ilusão. O que não podemos fazer é deixar esta ilusão (não apenas a do carnaval) nos tomar a vida inteira. Se conseguirmos fazer isso, ótimo; senão paciência.
Beijos a todos!