Um mês depois eu retorno para dizer como as coisas são bizarras e engraçadas e como elas podem se transformar e serem ao mesmo tempo extremamente necessárias. O meu tesão sexual por uma pessoa, por exemplo, em fração de segundos (se é que o tempo interessa de algo) transformou-se numa amizade em razão de um singelo, e até bonito, beijo no rosto.
E é como se aquele beijo no rosto fosse extremamente necessário, não apenas para dizer que o tesão acabou, mas que as coisas passam e que temos de aproveitar O momento, O instante, porque três horas antes daquele beijo no rosto, estes dois agora recém-amigos ainda sentiam vontade de transar um com o outro.
É estranho, né? Mas é como eu ouvi uma vez num filme: "naquele momento, eu pensava que seria o começo da felicidade; só não sabia que era A felicidade"
Não sei se postei algo legal, mas só queria dar um up neste blog depois de dias e mais dias sem postar e alguns momentos de briga pela internet cair toda hora... rsrs... mas sempre estarei aqui, espero (para falar coisas boas ou não... até porque depende do que seja bom para quem lê e para quem escreve...)
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sexta-feira, 24 de outubro de 2008
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Vamos falar do futuro?
O futuro nos parece muito estranho. É engraçado verificarmos como sempre (em todos os tempos) muita gente se questionou sobre isso. Não quero ser saudosista do presente, mas antes quando os casais se separavam, levavam juntos seus livros e cds (percebam que já estou colocando a época dos cds no passado). Agora os livros ainda existem fisicamente (por mais que muitos baixados da internet ou mesmo nos e-books que, graças a Deus, ainda não viraram moda, pelo menos não de onde eu venho), mas os cds: quem vai querer ficar com eles? Cada um tem seu mp3, mp4, mp5 ou sei lá o quê e cada um curte o que quer, em seu próprio momento. É quase uma masturbação! Vejam que estou apenas usando um exemplo, mas para percebermos como o mundo parece cada vez mais surreal e estranho.
É certo que o futuro (e mesmo o presente) nos dá coisas boas. Este blog mesmo e os milhões de blogs que existem por aí, são exemplos de coisas boas. Qual editor em sã consciência publicaria o que um maluco fala escrevendo às duas da manhã de cueca em frente à tela do computador? (se bem que há vários malucos que ganham dinheiro exatamente assim) Mas, de qualquer forma, é algo a que se pensar.
Mas há uma coisa que me intriga: as músicas podem não existir mais, mas as separações vão continuar, os motivos quase sempre são os mesmos e se não há os cds para dividirem, há coisas mais importantes, como sentimentos gastos... Blogs existem há pouco tempo, mas vontade do ser humano se expressar existe há muito tempo e mais do que se expressar: ser ouvido e, quiçá, ser respondido. Isso existia antes dos blogs e vai continuar existindo depois... Depois? O que virá depois dos blogs e das músicas baixadas pela internet? Sei lá, ninguém sabia o que viria depois do jornal e do LP. Só se sabia que as separações continuariam e a vontade de se expressar do ser humano também.
Portanto, acabamos não sendo nós que nos adapatamos ao mundo moderno, mas o mundo moderno acaba se adaptando a nós e quando falamos em futuro, vemos que o tempo não passa tão rápido assim, e que é apenas tempo. Um tempo perdido numa infinidade de facetas humanas. É verdade que o relógio não para. Até deixarmos de dar corda nele, ou esquecermos de colocar a bateria. O futuro não passa de uma invenção para termos a infeliz idéia de vivermos menos. Futuro? O futuro não é tão longe assim...
É certo que o futuro (e mesmo o presente) nos dá coisas boas. Este blog mesmo e os milhões de blogs que existem por aí, são exemplos de coisas boas. Qual editor em sã consciência publicaria o que um maluco fala escrevendo às duas da manhã de cueca em frente à tela do computador? (se bem que há vários malucos que ganham dinheiro exatamente assim) Mas, de qualquer forma, é algo a que se pensar.
Mas há uma coisa que me intriga: as músicas podem não existir mais, mas as separações vão continuar, os motivos quase sempre são os mesmos e se não há os cds para dividirem, há coisas mais importantes, como sentimentos gastos... Blogs existem há pouco tempo, mas vontade do ser humano se expressar existe há muito tempo e mais do que se expressar: ser ouvido e, quiçá, ser respondido. Isso existia antes dos blogs e vai continuar existindo depois... Depois? O que virá depois dos blogs e das músicas baixadas pela internet? Sei lá, ninguém sabia o que viria depois do jornal e do LP. Só se sabia que as separações continuariam e a vontade de se expressar do ser humano também.
Portanto, acabamos não sendo nós que nos adapatamos ao mundo moderno, mas o mundo moderno acaba se adaptando a nós e quando falamos em futuro, vemos que o tempo não passa tão rápido assim, e que é apenas tempo. Um tempo perdido numa infinidade de facetas humanas. É verdade que o relógio não para. Até deixarmos de dar corda nele, ou esquecermos de colocar a bateria. O futuro não passa de uma invenção para termos a infeliz idéia de vivermos menos. Futuro? O futuro não é tão longe assim...
domingo, 27 de janeiro de 2008
Aquilo que desejamos
Ouvi certa vez num filme que temos de tomar cuidado com aquilo que desejamos. Fiquei pensando: realmente temos de ter este cuidado. Nem sempre aquilo que desejamos é o melhor para nós, pois não nos conhecemos o suficiente para podermos fazer uma escolha acertada. Mais uma vez nos voltamos para o auto-conhecimento e para a busca da felicidade. Mesmo sabendo que este assunto é de suma importância para nossa vida.
Mas realmente temos de ter cuidado com queilo que desejamos e escolhemos. Às vezes aquilo que achamos ser o melhor, nem sempre o é. E às vezes nos deparamos com pessoas, coisas ou situações que, à primeira vista, não nos interessam ou não são do nosso gosto, mas que depois acabamos por verificar que podem ser interessantes ou mesmo pode ser aquilo que precisávamos ou até que gostamos, de alguma maneira que ainda não conhecíamos.
Em algumas situações, nossos desejos nos pregam peças. Até porque um desejo é algo instável, um desejo quase nunca se econtra no tempo presente, mas no futuro, como algo que vai acontecer, que vai se realizar, já perceberam? E, sendo assim, não sabemos se ele será bom, ou o melhor para nós naquele momento. E às vezes, este desejo realmente não é bom. A vida, então, se encarrega de fazer-se presente e, por vezes, escolher por nós (por mais que sempre tenhamos a possibilidade da escolha própria) e acaba mostrando que nossos desejos nem sempre são os mais acertados. E, quando aceitamos os presentes que a vida nos dá (nos questionando algumas vezes, pois é bom, mas aceitando) vemos que o futuro nem sempre é vislumbrado como queríamos, mas como deveria ser, desde que seja para nossa felicidade. Ou para nosso crescimento nem sempre feliz, mas sempre essencialmente bom.
Mas realmente temos de ter cuidado com queilo que desejamos e escolhemos. Às vezes aquilo que achamos ser o melhor, nem sempre o é. E às vezes nos deparamos com pessoas, coisas ou situações que, à primeira vista, não nos interessam ou não são do nosso gosto, mas que depois acabamos por verificar que podem ser interessantes ou mesmo pode ser aquilo que precisávamos ou até que gostamos, de alguma maneira que ainda não conhecíamos.
Em algumas situações, nossos desejos nos pregam peças. Até porque um desejo é algo instável, um desejo quase nunca se econtra no tempo presente, mas no futuro, como algo que vai acontecer, que vai se realizar, já perceberam? E, sendo assim, não sabemos se ele será bom, ou o melhor para nós naquele momento. E às vezes, este desejo realmente não é bom. A vida, então, se encarrega de fazer-se presente e, por vezes, escolher por nós (por mais que sempre tenhamos a possibilidade da escolha própria) e acaba mostrando que nossos desejos nem sempre são os mais acertados. E, quando aceitamos os presentes que a vida nos dá (nos questionando algumas vezes, pois é bom, mas aceitando) vemos que o futuro nem sempre é vislumbrado como queríamos, mas como deveria ser, desde que seja para nossa felicidade. Ou para nosso crescimento nem sempre feliz, mas sempre essencialmente bom.
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