Vendo televisão, eu estava pensando esses dias em como a propaganda nos faz pensar ou mesmo escolher coisas, o que é meio função dela mesmo, mas tem vezes que ela exagera, como quando eles criam uma promoção para que você compre alguma coisa e tal, e ganhe um prêmio. Muitas vezes é um prêmio que não tem nada a ver com o que realmente queremos, com o que realmente estamos comprando e mesmo assim, eles nos oferecem.
Por exemplo: já vi várias vezes isso: se você comprar tal coisa, você ganha um show de não sei qual cantor, ou você ganha uma viagem a tal lugar, ou você ganha uma outra coisa igual, um produto similar, da mesma linha, enfim... ou brindes que muitas vezes nem são úteis ou pior: nem queremos.
Aí penso: porque eles não nos dão direito de escolha? Eu não quero um show de tal artista, não que eu não precise de diversão, mas eu quero ter mais dinheiro, comprando o que realmente eu quero e preciso por um preço mais barato para que sobre dinheiro para eu me divertir como eu achar melhor. Seja num show de um artista que eu goste, seja numa viagem que eu fizer para onde eu quiser, até porque eu posso também escolher não viajar, eu posso não gosta de viajar, é uma escolha minha.
Eu coloquei este exemplo da publicidade porque é algo aparente, mas existem vários outros momentos em que exploram nossa individualidade e nosso direito de escolha. E, num mundo aparentemente pautado pela individualidade (que algumas pessoas acham tão ruim, inclusive, mas não quero discutir isso aqui agora), é exatamente nossa individualidade que está sendo abusada e explorada, nosso direito primordial de escolha.
Eu sei que não somos livres, de maneira total. Mas algumas coisas podemos sim, escolher, ora... se quisermos... e se estivermos sendo aliciados, que ao menos saibamos que estamos sendo explorados e que escolhamos ser explorados (porque às vezes nem é tao ruim, assim... desde que tenhamos consciência de que foi uma escolha nossa).
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terça-feira, 5 de agosto de 2008
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Aquilo que esperam de nós
Essa semana aconteceu uma coisa um tanto quanto diferente. Soube, meio sem querer e por caminhos meio tortos, que tenho fama de metido. As razões que me foram elencadas para receber tal denominação não foram suficientes, o que me fez pensar nos valores do suposto "caluniador". Mas, enfim, esta situação um pouco delicada (que, confesso, veio a me tornar também um pouco prazerosa, em certo sentido) me fez pensar em algo que já ouvi muito falar, mas nunca tinha sentido na pele e portanto, nunca tinha percebido com tantos como agora: o modo como as pessoas nos vêem. E me surpreendi ao constatar que, constatemente, o modo como o mundo nos rotula e como nos entendemos a nós mesmos são diferentes.
Pôxa, eu fui chamado de metido! Logo eu, que me acho tão legal! hahaha... tudo bem, essa defesa pode ser na verdade encarada como uma denúncia, pois também nem sempre o que somos (ou o que achamos que somos) é o que parece ao mundo. E eis aí toda a nossa confusão social.
Quando você se mostra a alguém, pode até estar criando uma personagem, que perigosamente pode escapar de seu próprio controle e tomar conta da sua vida: isso é realmente muito perigoso, como coloquei. Porém, às vezes, estamos tentando ser nós mesmos (ou o máximo que nos aproximamos disso) e ainda não parece suficiente para a sociedade. Porque vivemos em sociedade e as inter-relações (feliz ou infelizmente) existem, são um fato e temos de fatidicamente (já que são um fato) aceitá-las. Porém nem sempre temos de aceitar as convenções sociais. Eis aí a nossa suposta "malandragem", ou seja, tentarmos escapar a conceitos, a imagens, a tudo aquilo que esperam de nós, tentando simplesmente nos aproximarmos daquilo que somos.
Mas, o que somos? Bem, não precisamos dizer o que somos, apenas sentir e expressar. Porque quando conseguimos raciocionar o que somos, já estamos nos adequando a um sistema que pode, muitas vezes, não ser o nosso. E aí sim, seremos rotulados, vistos, comentados, porque já somos "os outros", já viramos "outros" na boca e no conceito (que não vamos julgar aqui) dos "outros", e não somos mais nós mesmos.
Não precisamos do outro para nos classificar. Aliás, nem precisamos nos classifcar, pois isto já ns sugere outrem. Temos de ser nós mesmos, se quisermos. Ou, tentar nos aproximar o máximo possível do que tentamos ser. E já isso é tão difícil; imagine quando você ainda tem que ser você mesmo e se preocupar com a imagem que cria nos outros! Ah, não temos todo esse tempo, não é? Os outros que se danem! Tenho uma solução: sejamos nós mesmos, para que os outros se confundam quase sempre! Beijos a todos!
Pôxa, eu fui chamado de metido! Logo eu, que me acho tão legal! hahaha... tudo bem, essa defesa pode ser na verdade encarada como uma denúncia, pois também nem sempre o que somos (ou o que achamos que somos) é o que parece ao mundo. E eis aí toda a nossa confusão social.
Quando você se mostra a alguém, pode até estar criando uma personagem, que perigosamente pode escapar de seu próprio controle e tomar conta da sua vida: isso é realmente muito perigoso, como coloquei. Porém, às vezes, estamos tentando ser nós mesmos (ou o máximo que nos aproximamos disso) e ainda não parece suficiente para a sociedade. Porque vivemos em sociedade e as inter-relações (feliz ou infelizmente) existem, são um fato e temos de fatidicamente (já que são um fato) aceitá-las. Porém nem sempre temos de aceitar as convenções sociais. Eis aí a nossa suposta "malandragem", ou seja, tentarmos escapar a conceitos, a imagens, a tudo aquilo que esperam de nós, tentando simplesmente nos aproximarmos daquilo que somos.
Mas, o que somos? Bem, não precisamos dizer o que somos, apenas sentir e expressar. Porque quando conseguimos raciocionar o que somos, já estamos nos adequando a um sistema que pode, muitas vezes, não ser o nosso. E aí sim, seremos rotulados, vistos, comentados, porque já somos "os outros", já viramos "outros" na boca e no conceito (que não vamos julgar aqui) dos "outros", e não somos mais nós mesmos.
Não precisamos do outro para nos classificar. Aliás, nem precisamos nos classifcar, pois isto já ns sugere outrem. Temos de ser nós mesmos, se quisermos. Ou, tentar nos aproximar o máximo possível do que tentamos ser. E já isso é tão difícil; imagine quando você ainda tem que ser você mesmo e se preocupar com a imagem que cria nos outros! Ah, não temos todo esse tempo, não é? Os outros que se danem! Tenho uma solução: sejamos nós mesmos, para que os outros se confundam quase sempre! Beijos a todos!
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quinta-feira, 8 de maio de 2008
Eu sou louca e adoro ser assim!
Gente, peço aqui licença para fazer um comentário sobre novelas. Eu mesmo não as classifico como obras de arte, e sim obras de entretenimento. Mas não há como negar que elas praticamente já fazem parte de nosso cotidiano e quiçá de nossa cultura (pelo menos do ponto de vista midiático), até mesmo por que algumas são extremamente bem feitas. Pois bem, primeiramente quero desmitifcar a idéia de que comentar sobre novela é coisa de gente que fica na fila do banco e que não tem nada o que fazer. Até porque essas pessoas analisam tanto novelas, filmes que passam na tv, seriados, que poderíamos até dizer que só não são especialistas em comportamento humano porque não chegaram a estudar críticos e teóricos, mas não deixm de o ser, de uma maneira, até mesmo mias direta e simples (e por que não verdadeira?). Portanto fiquemos livres de preconceitos contra novelas e contra as pessoas que assistem novela. Porque, quando dá tempo, eu também dou uma espiadinha. Para que me fazer de falso puritano?
Falando em falso puritanismo, eu queria aqui ir ao tema do post propriamente dito: a personagem Maria Silvia, da novela "Duas caras". Eu não imaginava que ela seria uma vilã tão interessante! Existiram outras mais marcantes, é verdade, como a Nazaré, a Odete Roitmann, a Bia Falcão, a Perpétua, enfim uma infinidade nas novelas. Mas a Silvia não é de se descartar.
Ela é louca. Como quase toda vilã que se preze. No fundo, a gente sabe que essas vilãs só são tidas como loucas, pois agem segundo seus impulsos (para não dizer instinto, aliás algo humaníssimo)e têm coragem de fazer valer suas vontades. Isso, até certo ponto, é louvável. Sabemos também que para vivermos harmoniosamente em sociedade não podemos fazer valer todas as nossas vontades sem pensar no todo (as outras pessoas, o meio ambiente e toda aquela coisa), mas é muito interessante ver, mesmo numa obra de ficção, alguém se entregando às suas vontades, dizendo do que gosta mesmo de fazer, não se importando com o que as pessoas pensem.
Quando uma personagem, estupefato ao saber da idéia de assassinato que Silvia teve, disse: "Você é louca!" E ela, sem falso puritanismo: "Eu sou louca e adoro ser assim". Tá, a Silvia pode não fazer algo muito legal, tentando matar alguém, mas venhamos: precisamos, às vezes, de pessoas com essa fibra (não exatamente de loucura, mas até mesmo de verdade e auto-convencimento) para ainda termos esperança na vida.
Se bem que ter esperança na vida é uma frase muito falsa puritana (sem querer ser pessimista, mas é difícil termos esperança na vida. São duas palavras muito longínquas e até cansa pensar na combinação delas). Precisamos mesmo é de pessoas que apenas falem verdade o que pensam e querem. É isso que faz falta. Ai, meu Deus, depois as pessoas me perguntam porque sempre gosto mais dos vilões.... por que será, não?
Falando em falso puritanismo, eu queria aqui ir ao tema do post propriamente dito: a personagem Maria Silvia, da novela "Duas caras". Eu não imaginava que ela seria uma vilã tão interessante! Existiram outras mais marcantes, é verdade, como a Nazaré, a Odete Roitmann, a Bia Falcão, a Perpétua, enfim uma infinidade nas novelas. Mas a Silvia não é de se descartar.
Ela é louca. Como quase toda vilã que se preze. No fundo, a gente sabe que essas vilãs só são tidas como loucas, pois agem segundo seus impulsos (para não dizer instinto, aliás algo humaníssimo)e têm coragem de fazer valer suas vontades. Isso, até certo ponto, é louvável. Sabemos também que para vivermos harmoniosamente em sociedade não podemos fazer valer todas as nossas vontades sem pensar no todo (as outras pessoas, o meio ambiente e toda aquela coisa), mas é muito interessante ver, mesmo numa obra de ficção, alguém se entregando às suas vontades, dizendo do que gosta mesmo de fazer, não se importando com o que as pessoas pensem.
Quando uma personagem, estupefato ao saber da idéia de assassinato que Silvia teve, disse: "Você é louca!" E ela, sem falso puritanismo: "Eu sou louca e adoro ser assim". Tá, a Silvia pode não fazer algo muito legal, tentando matar alguém, mas venhamos: precisamos, às vezes, de pessoas com essa fibra (não exatamente de loucura, mas até mesmo de verdade e auto-convencimento) para ainda termos esperança na vida.
Se bem que ter esperança na vida é uma frase muito falsa puritana (sem querer ser pessimista, mas é difícil termos esperança na vida. São duas palavras muito longínquas e até cansa pensar na combinação delas). Precisamos mesmo é de pessoas que apenas falem verdade o que pensam e querem. É isso que faz falta. Ai, meu Deus, depois as pessoas me perguntam porque sempre gosto mais dos vilões.... por que será, não?
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