Eu ia colocar primeiramente quase que um palavrão no título, mas achei um pouco demais... fiquei pensando alguns dias sobre este post, já era para tê-lo colocado, mas enfim, aí vai o que queria falar, não no calor do momento, quem sabe assim ele fica melhor... rsrs
Ouvi muita gente dizer que todos buscamos a felicidade... eu mesmo já devo ter dito isso... pensando melhor, creio que cada um busca aquilo que quer. Eu não quero fazer aqui nenhuma apologia ao sofrimento, à dor, à infelicidade (por mais que eu a considere inevitável e algumas vezes até necessária), mas eu quero fazer uma apologia à liberdade. Liberdade de poder escolher um caminho e (por que não?) se dar mal nele. Pôxa, foi a pessoa que escolheu, afinal... Dar-se mal em determinadas escolhas não é o fim.
Quem falou isso foi uma grande autora que eu amo, Hilda Hilst, mas ela sim, usou uma palavra chula, que nem é tão chula assim, mas eu prefiro não colocar (não sei, me deu um leve ataque de puritanismo neste momento... hehe).
Mas é sério: as pessoas podem ser livres para seguirem o caminho que quiserem. Podem ser livres. Espero que elas tenham escolha até mesmo para quererem ser livres ou não... aí, sim elas serão... livres.
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
sábado, 9 de agosto de 2008
"Uma camisa de força (ou de vênus)"
Não queria fazer daqui nenhum blog sentimental ou pessoal demais, mas aqui vai um post totalmente sentimental e pessoal. Bem, pra começar vou falar como estou me sentindo agora: pernas estranhamente doloridas, ouvindo Zé Ramalho num CD emprestado de uma colega, depois de ter ido beber com uma amiga (uma das melhores, sem detrimento das outras, por favor), depois de me ter masturbado pensando no garçom... ah, sim, depois da dor de cabeça insuportável que se seguiu à masturbação (que até foi muito boa) e a leitura de uma revista de arte, cuja assinatura acho inútil quase sempre que vejo a ordem de saque no papelzinho do banco avisando o débito automático e me lembro de que foi aquilo... porém sempre me alegro quando a revista chega, mesmo que quase nunca também eu a leia (inteira, ao menos)...
Percebi que a vida acadêmica que eu queria está ruindo... não sei se era bem o que eu queria mesmo, não sei se a escolha do curso de pó-graduação foi boa, a escolha da instituição, a escolha de permanecer ali... tudo sempre me pareceu tão bom, e agora parece que algumas das minhas escolhas estão erradas... não por serem ruins, mas apenas por não serem para mim... só não engano da minha escolha sexual (mas quem disse que essa é uma escolha? rsrs)
E agora estou, no meio da madrugada com as pernas doloridas e a barriga estranha como fome (mas comi aquele ótimo caldo verde que minha mãe fez com a ervilha e a calabresa que eu comprei à tarde, com meu dinheiro suado e merecido de professor secundário, que agora parece nunca vou deixar de ser...
Ai, este post está, ficou chato. Desculpe-me pelo possível aborrecimento... e agora o CD está pulando (deve estar riscado: ainda bem que "Chão de giz" não está, penso agora...)
Bem, vou tentar deitar com frases na cabeça como "eu seria mais feliz se recebesse carinho de outras mãos que não fossem as minhas", ou "quatro carpas djs e um livro que afunda", esta eu li na revista, a outra eu mesmo formulei antes de me masturbar, sem nem pensar no garçom ainda, e nem sei se é verdade, pois às vezes me sinto bem feliz com meu próprio toque, mas isso não deixa a frase mais ou menos falsa, a não ser quando colocada num grau comparativo, mas estou muito cansado pra fazer isso agora.
Eu só queria que o dia amanhecesse... ah, quando levanto minhas pernas elas melhoram... quem sabe se eu me deitar, elas não param de doer? Será que preciso de uma camisa de força ou de vênus? Ou apenas de um livro, uma fonte de vida, e não precisar ler críticos, pois eles me cansam mais que cigarros e minhas pernas... eles não me levam a lugar algum e nem podem me matar de câncer... acho
Percebi que a vida acadêmica que eu queria está ruindo... não sei se era bem o que eu queria mesmo, não sei se a escolha do curso de pó-graduação foi boa, a escolha da instituição, a escolha de permanecer ali... tudo sempre me pareceu tão bom, e agora parece que algumas das minhas escolhas estão erradas... não por serem ruins, mas apenas por não serem para mim... só não engano da minha escolha sexual (mas quem disse que essa é uma escolha? rsrs)
E agora estou, no meio da madrugada com as pernas doloridas e a barriga estranha como fome (mas comi aquele ótimo caldo verde que minha mãe fez com a ervilha e a calabresa que eu comprei à tarde, com meu dinheiro suado e merecido de professor secundário, que agora parece nunca vou deixar de ser...
Ai, este post está, ficou chato. Desculpe-me pelo possível aborrecimento... e agora o CD está pulando (deve estar riscado: ainda bem que "Chão de giz" não está, penso agora...)
Bem, vou tentar deitar com frases na cabeça como "eu seria mais feliz se recebesse carinho de outras mãos que não fossem as minhas", ou "quatro carpas djs e um livro que afunda", esta eu li na revista, a outra eu mesmo formulei antes de me masturbar, sem nem pensar no garçom ainda, e nem sei se é verdade, pois às vezes me sinto bem feliz com meu próprio toque, mas isso não deixa a frase mais ou menos falsa, a não ser quando colocada num grau comparativo, mas estou muito cansado pra fazer isso agora.
Eu só queria que o dia amanhecesse... ah, quando levanto minhas pernas elas melhoram... quem sabe se eu me deitar, elas não param de doer? Será que preciso de uma camisa de força ou de vênus? Ou apenas de um livro, uma fonte de vida, e não precisar ler críticos, pois eles me cansam mais que cigarros e minhas pernas... eles não me levam a lugar algum e nem podem me matar de câncer... acho
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Hey, eu posso escolher!
Vendo televisão, eu estava pensando esses dias em como a propaganda nos faz pensar ou mesmo escolher coisas, o que é meio função dela mesmo, mas tem vezes que ela exagera, como quando eles criam uma promoção para que você compre alguma coisa e tal, e ganhe um prêmio. Muitas vezes é um prêmio que não tem nada a ver com o que realmente queremos, com o que realmente estamos comprando e mesmo assim, eles nos oferecem.
Por exemplo: já vi várias vezes isso: se você comprar tal coisa, você ganha um show de não sei qual cantor, ou você ganha uma viagem a tal lugar, ou você ganha uma outra coisa igual, um produto similar, da mesma linha, enfim... ou brindes que muitas vezes nem são úteis ou pior: nem queremos.
Aí penso: porque eles não nos dão direito de escolha? Eu não quero um show de tal artista, não que eu não precise de diversão, mas eu quero ter mais dinheiro, comprando o que realmente eu quero e preciso por um preço mais barato para que sobre dinheiro para eu me divertir como eu achar melhor. Seja num show de um artista que eu goste, seja numa viagem que eu fizer para onde eu quiser, até porque eu posso também escolher não viajar, eu posso não gosta de viajar, é uma escolha minha.
Eu coloquei este exemplo da publicidade porque é algo aparente, mas existem vários outros momentos em que exploram nossa individualidade e nosso direito de escolha. E, num mundo aparentemente pautado pela individualidade (que algumas pessoas acham tão ruim, inclusive, mas não quero discutir isso aqui agora), é exatamente nossa individualidade que está sendo abusada e explorada, nosso direito primordial de escolha.
Eu sei que não somos livres, de maneira total. Mas algumas coisas podemos sim, escolher, ora... se quisermos... e se estivermos sendo aliciados, que ao menos saibamos que estamos sendo explorados e que escolhamos ser explorados (porque às vezes nem é tao ruim, assim... desde que tenhamos consciência de que foi uma escolha nossa).
Por exemplo: já vi várias vezes isso: se você comprar tal coisa, você ganha um show de não sei qual cantor, ou você ganha uma viagem a tal lugar, ou você ganha uma outra coisa igual, um produto similar, da mesma linha, enfim... ou brindes que muitas vezes nem são úteis ou pior: nem queremos.
Aí penso: porque eles não nos dão direito de escolha? Eu não quero um show de tal artista, não que eu não precise de diversão, mas eu quero ter mais dinheiro, comprando o que realmente eu quero e preciso por um preço mais barato para que sobre dinheiro para eu me divertir como eu achar melhor. Seja num show de um artista que eu goste, seja numa viagem que eu fizer para onde eu quiser, até porque eu posso também escolher não viajar, eu posso não gosta de viajar, é uma escolha minha.
Eu coloquei este exemplo da publicidade porque é algo aparente, mas existem vários outros momentos em que exploram nossa individualidade e nosso direito de escolha. E, num mundo aparentemente pautado pela individualidade (que algumas pessoas acham tão ruim, inclusive, mas não quero discutir isso aqui agora), é exatamente nossa individualidade que está sendo abusada e explorada, nosso direito primordial de escolha.
Eu sei que não somos livres, de maneira total. Mas algumas coisas podemos sim, escolher, ora... se quisermos... e se estivermos sendo aliciados, que ao menos saibamos que estamos sendo explorados e que escolhamos ser explorados (porque às vezes nem é tao ruim, assim... desde que tenhamos consciência de que foi uma escolha nossa).
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quinta-feira, 10 de julho de 2008
Quando o excesso vira rotina
Eu nunca quis uma vida de rotina. Provavelmente por isso que, quando era mais novo, quis ser fazer teatro e ser ator. Achava que eles tinham uma vida mais emocionante, ou pelo menos não tanto rotineira, quanto acordar no mesmo horário todo dia (seja ele qual for), ir trabalhar, voltar para casa, divertir-se com amigos ou namorados, namoradas, em algum momento do dia ou da semana (muitas vezes esses momentos podem até ser cronometrados), voltar pra casa, dormir e recomeçar o dia tudo de novo... eu não queria isso, mas comecei, quase que deliberadamente (ou não) a ter uma vida rotineira.
Até que percebi que o que sempre gostei mesmo foram os excessos(gente, como é difícil escrever excesso!!! rsrs).E é tão bom quando a gente encontra na vida algo que a gente gosta de fazer, um lugar onde a gente gosta de morar, uma pessoa que a gente gosta de conviver... você acha que o mundo foi feito para você... mas depois as coisas mudam. Porque infelzimente não se pode viver no exagero. Mas a rotina também nos prende muito. E viver uma vida medíocre (no meio do caminho) é horrível. É aí que às vezes o equilíbrio nos aponta como uma saída viável, possível, não sei se a melhor saída, mas enfim...
O ruim é quando algo que era bom vira um inferno, justamente por não pensarmos que aquilo "bom" poderia se tornar tão ruim. Quando o excesso vira rotina, ou seja, quando aquilo que sonhamos ser uma saída legal, agradável, às vezes a única possível, vira mais uma prisão irrefreável; quando o paraíso vira um inferno. E você vê que seu sonho, seu sonho de vida, sua vida, não é mais como você pensava.
Até que percebi que o que sempre gostei mesmo foram os excessos(gente, como é difícil escrever excesso!!! rsrs).E é tão bom quando a gente encontra na vida algo que a gente gosta de fazer, um lugar onde a gente gosta de morar, uma pessoa que a gente gosta de conviver... você acha que o mundo foi feito para você... mas depois as coisas mudam. Porque infelzimente não se pode viver no exagero. Mas a rotina também nos prende muito. E viver uma vida medíocre (no meio do caminho) é horrível. É aí que às vezes o equilíbrio nos aponta como uma saída viável, possível, não sei se a melhor saída, mas enfim...
O ruim é quando algo que era bom vira um inferno, justamente por não pensarmos que aquilo "bom" poderia se tornar tão ruim. Quando o excesso vira rotina, ou seja, quando aquilo que sonhamos ser uma saída legal, agradável, às vezes a única possível, vira mais uma prisão irrefreável; quando o paraíso vira um inferno. E você vê que seu sonho, seu sonho de vida, sua vida, não é mais como você pensava.
sábado, 24 de maio de 2008
Sobre não escrever
Quando eu lia coisas sobre autores que têm bloqueio, ou então o medo de se ficar em frente a uma folha em branco, eu achava uma bobeira... mas é porque eu não passava por isso e não imaginava o quanto poderia ser ruim... não vamos falar aqui sobre o ato de não escrever, é apenas um exemplo, mas sim sobre o ato de fazer certas coisas que as pessoas não esperam ou mesmo não entender os outros.
Como diz Sartre, "o inferno são os outros"... podemos entender inferno de várias maneiras, não sei como colocar aqui, mas chamaremos de aquilo que não entendemos, que não tem uma lógica compreensível à nossa mente ou mesmo aquilo que não seja sensível a nossos olhos e nossa pele. Inferno não é o desconhecido, mas o incompreensível e o nem sequer pendente de compreensão... (gostei das reticências hoje, perceberam?)
Às vezes me proponho a escrever. Fico momentos pensando, às vezes horas e dias e não sai nada... penso que se tivesse que sobreviver para isso, ou tinha morrido, ou tinha procurado outro emprego ou tinha me obrigado a escrever (e aí não sei se sairiam coisas boas... se bem que não sei se saem mesmo quando demoro...) e não sai nada... porque não tenho que me obrigar a escrever, eu ainda(pelo menos ainda) não preciso... assim como não precisamos saber viver... aliás "saber viver" é uma contradição em termos como diria Renato Russo, porque saber implica consciência e viver implica mais que consciência, implica experiência (e tudo junto e misturado), portanto é preciso viver. Mas será que viver já não é inerente ao respiro de cada ser que simplesmente não está morto? Penso que não... uma coisa é existir, outra é viver, parafraseando Oscar Wilde...
Vixi, citei tanta gente e ainda não disse nada... ou disse tanta coisa que confesso que me perdi nesta publicação, mas o que eu queria dizer é que não devemos nos sentir obrigados a nada. A obrigação não nos é aprendida, mas apreendida como algo imposto, que devemos fazer, e não como possilibidade, que podemos fazer se quisermos, se acharmos realmente necessário... portanto se eu quiser escrever, eu escrevo; se eu quiser trabalhar, eu trabalho; se eu quiser amar, eu amo; se eu quiser aceitar um amor, eu aceito; se eu quiser viver, eu vivo.
A escolha do não está implicíta. E pessoas que vivem (não que existem) sabem disso. Tampouco é necessário entender os outros, a não ser que você queira, e mesmo respeitar. Se você acha que o respeito é importante, legal... se não, não. Se você acha que julgar os outros é necessário, ótimo, se não não...
Mas também não quero que vocês me entendam, apenas quero que me leiam... e se não entenderem e se não me lerem, tudo bem, a decisão está com cada um... afinal, você é obrigado a fazer isso?
Como diz Sartre, "o inferno são os outros"... podemos entender inferno de várias maneiras, não sei como colocar aqui, mas chamaremos de aquilo que não entendemos, que não tem uma lógica compreensível à nossa mente ou mesmo aquilo que não seja sensível a nossos olhos e nossa pele. Inferno não é o desconhecido, mas o incompreensível e o nem sequer pendente de compreensão... (gostei das reticências hoje, perceberam?)
Às vezes me proponho a escrever. Fico momentos pensando, às vezes horas e dias e não sai nada... penso que se tivesse que sobreviver para isso, ou tinha morrido, ou tinha procurado outro emprego ou tinha me obrigado a escrever (e aí não sei se sairiam coisas boas... se bem que não sei se saem mesmo quando demoro...) e não sai nada... porque não tenho que me obrigar a escrever, eu ainda(pelo menos ainda) não preciso... assim como não precisamos saber viver... aliás "saber viver" é uma contradição em termos como diria Renato Russo, porque saber implica consciência e viver implica mais que consciência, implica experiência (e tudo junto e misturado), portanto é preciso viver. Mas será que viver já não é inerente ao respiro de cada ser que simplesmente não está morto? Penso que não... uma coisa é existir, outra é viver, parafraseando Oscar Wilde...
Vixi, citei tanta gente e ainda não disse nada... ou disse tanta coisa que confesso que me perdi nesta publicação, mas o que eu queria dizer é que não devemos nos sentir obrigados a nada. A obrigação não nos é aprendida, mas apreendida como algo imposto, que devemos fazer, e não como possilibidade, que podemos fazer se quisermos, se acharmos realmente necessário... portanto se eu quiser escrever, eu escrevo; se eu quiser trabalhar, eu trabalho; se eu quiser amar, eu amo; se eu quiser aceitar um amor, eu aceito; se eu quiser viver, eu vivo.
A escolha do não está implicíta. E pessoas que vivem (não que existem) sabem disso. Tampouco é necessário entender os outros, a não ser que você queira, e mesmo respeitar. Se você acha que o respeito é importante, legal... se não, não. Se você acha que julgar os outros é necessário, ótimo, se não não...
Mas também não quero que vocês me entendam, apenas quero que me leiam... e se não entenderem e se não me lerem, tudo bem, a decisão está com cada um... afinal, você é obrigado a fazer isso?
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