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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Livre pra fracassar

Eu ia colocar primeiramente quase que um palavrão no título, mas achei um pouco demais... fiquei pensando alguns dias sobre este post, já era para tê-lo colocado, mas enfim, aí vai o que queria falar, não no calor do momento, quem sabe assim ele fica melhor... rsrs
Ouvi muita gente dizer que todos buscamos a felicidade... eu mesmo já devo ter dito isso... pensando melhor, creio que cada um busca aquilo que quer. Eu não quero fazer aqui nenhuma apologia ao sofrimento, à dor, à infelicidade (por mais que eu a considere inevitável e algumas vezes até necessária), mas eu quero fazer uma apologia à liberdade. Liberdade de poder escolher um caminho e (por que não?) se dar mal nele. Pôxa, foi a pessoa que escolheu, afinal... Dar-se mal em determinadas escolhas não é o fim.
Quem falou isso foi uma grande autora que eu amo, Hilda Hilst, mas ela sim, usou uma palavra chula, que nem é tão chula assim, mas eu prefiro não colocar (não sei, me deu um leve ataque de puritanismo neste momento... hehe).
Mas é sério: as pessoas podem ser livres para seguirem o caminho que quiserem. Podem ser livres. Espero que elas tenham escolha até mesmo para quererem ser livres ou não... aí, sim elas serão... livres.

domingo, 15 de junho de 2008

Por enquanto...

Você tem uma casa? Um lar? Quando você se sente desamparado, meio à parte do mundo, meio sem rumo, para onde você corre?
Estava pensando nisso depois de ouvir "Por enquanto" na voz da Cássia Eller... por mais que eu tenha onde morar (e agradeço isso a todo instante, pois um dos meus maiores medos é não ter mais onde morar, por alguma razão que ainda não sei ao certo explicar), eu não sinto que eu tenha uma casa, um lar. E creio que isso tem pouco a ver com o sentido de você ter casa própria, morar de aluguel ou mesmo morar na casa dos seus pais, ou tios, ou irmãos, ou seja, um lugar que ainda não seja de fato seu, um lugar onde você não possa colocar suas marcas particulares.
Um lugar onde você não possa colocar suas marcas particulares... isso é muito interessante, ou seja, quando começamos a expressar nossa personalidade, queremos expressá-la de vários modos. Um belo exemplo é como no mundo virtual temos possibilidades de arrumar nossos sites, como queremos, dentro do possível, cores, formas, fotos, tipos de letra, enfim, essas coisas. E é bem isso que temos vontade de fazer, ou que fazemos de uma maneira ou de outra e a isso chamamos nossa casa, nosso lar, nosso lugar: tornar esse espaço nosso, não no sentindo de posse, mas no sentido de pensar você também fazer parte dele e ele de você, como quando você gosta de um barzinho ou de uma boate, ou mesmo da companhia de amigos... quando você está bem seja num lugar que você gosta, ou seja com pessoas que você gosta, você diz se sentir em casa, não é? Pois é, é esse tipo de casa que estou falando, uma casa subjetiva, uma casa que seja sua, sem necessariamente o dinheiro ter de comprá-la... nem tudo que você comprou é seu e se você apenas pensa que é seu aquilo que você adquiriu por meio da grana, meu querido, minha querida, então você é muito mais capitalista do que pensava e ainda terá de repensar suas idéias, uma vez que o dinheiro acaba e alguns sentimentos também, porém estes demoram mais para acabar, e ao contrário do dinheiro, à medida que você gasta, geralmente terá mais e as coisas podem ser suas, sem você ter posto seu dinheiro nelas, desde que você ponha nelas suas marcas particulares que podem também ser invisíveis a incautos e só você entenda que são suas.
Eu, sinceramente, ainda não encontrei minha casa, porém por enquanto posso pensar que ela pode ser um lugar que ainda não conheço, ou pessoas que já conheço, mas nunca pensei que pudessem ser a minha casa, enfim, a casa não é um lugar onde moramos, mas quando nos sentimos bem... e eu sinceramente nunca tinha pensado nisso... e podemos pensar assim, por enquanto...

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Alimento nosso de cada dia

Todos já devem ter ouvido que "nem só de pão viverá o homem". Pois é, esta é uma das grandes verdades da Bíblia. Alimentos para a alma são mais necessários do que alimentos para o corpo. Quando falamos em sustento, não estamos falando apenas de pão e água. Quem pensa assim, não entende nada da palavra sustento.
Muitas vezes temos tudo: comida, bebida, dinheiro, casa, trabalho, bens materiais e formais. Mas não temos o que nos alegra. Será que devemos nos sentir culpados por isso? Só porque aquilo que temos não nos é suficiente devemos nos acomodar e tentarmos ser felizes com queilo que aparentamos ter ou ser? Afinal, como a maioria pensa, temos tudo e, senão somos felizes, parece frescura. E quando digo isso, não é no sentido de eterna insatisfação diante das coisas, mas sim de que não nos devemos pautar por aquilo que acham que é melhor para nós.
É bom também não termos tudo. Se tivéssemos, seria muito fácil viver, não brigaríamos por nada, não desejaríamos nada e nossa vida seria muito mais parada (ou será feliz?). Bem, daí depende do ponto de vista de cada acerca da felicidade. Mas desejamos e nos alimentamos de várias formas, não apenas daquilo que as pessoas esperam que desejemos ou nos alimentemos. Não devemos, também, ter vergonha de não sermos felizes quando parecemos possuir tudo, quando na verdade sempre nos falta algo. Este algo é nosso alimento de cada dia, é o que nos faz viver. É este algo que desejamos, espero que não em vão, para podermos viver satisfatoriamente e, quem sabe, sermos felizes.
(Mas será que sermos felizes já é pedir demais?)

domingo, 27 de janeiro de 2008

Aquilo que desejamos

Ouvi certa vez num filme que temos de tomar cuidado com aquilo que desejamos. Fiquei pensando: realmente temos de ter este cuidado. Nem sempre aquilo que desejamos é o melhor para nós, pois não nos conhecemos o suficiente para podermos fazer uma escolha acertada. Mais uma vez nos voltamos para o auto-conhecimento e para a busca da felicidade. Mesmo sabendo que este assunto é de suma importância para nossa vida.
Mas realmente temos de ter cuidado com queilo que desejamos e escolhemos. Às vezes aquilo que achamos ser o melhor, nem sempre o é. E às vezes nos deparamos com pessoas, coisas ou situações que, à primeira vista, não nos interessam ou não são do nosso gosto, mas que depois acabamos por verificar que podem ser interessantes ou mesmo pode ser aquilo que precisávamos ou até que gostamos, de alguma maneira que ainda não conhecíamos.
Em algumas situações, nossos desejos nos pregam peças. Até porque um desejo é algo instável, um desejo quase nunca se econtra no tempo presente, mas no futuro, como algo que vai acontecer, que vai se realizar, já perceberam? E, sendo assim, não sabemos se ele será bom, ou o melhor para nós naquele momento. E às vezes, este desejo realmente não é bom. A vida, então, se encarrega de fazer-se presente e, por vezes, escolher por nós (por mais que sempre tenhamos a possibilidade da escolha própria) e acaba mostrando que nossos desejos nem sempre são os mais acertados. E, quando aceitamos os presentes que a vida nos dá (nos questionando algumas vezes, pois é bom, mas aceitando) vemos que o futuro nem sempre é vislumbrado como queríamos, mas como deveria ser, desde que seja para nossa felicidade. Ou para nosso crescimento nem sempre feliz, mas sempre essencialmente bom.