Calma, eu não virei evangélico! Nada contra, mas eu não levo jeito. É que nunca tinha entendido esta frase da Bíblia, o que aliás é muito comum em todo menino de tradicional família católica que apenas ouve e não entende as coisas que recebe... é que eu estava pensando hoje, mas o começo desse raciocínio já me segue há algum tempo.
Eu não sei se estou ficando mais velho e por isso mais perceptivo ao preconceito ou mesmo mais apto a julgamentos fáceis e olhares preconceituosos (mais pintoso, digamos assim, com todo o respeito, pois falo de mim mesmo), mas agora eu tenho notado essas coisas, que nunca (repito: nunca) havia notado.
E hoje aconteceu algo bem típico. Sabe quando parece que ninguém quer se sentar ao seu lado no ônibus e você tem a neura de se sentir excluído, ou até mesmo perseguido de maneira ruim? Então, hoje eu me senti assim, porque senti que algumas pessoas realmente não quiseram se sentar perto de mim (ou pode ser apenas neurose minha), mas quem se sentou foi justamente uma mulher aparente bobinha, sabe daquelas que não sabem nada da vida e ainda foi educada e simpática, e você sente que isso vem da pessoa, provavelmente ninguém a ensinou a ser assim... enfim, ela é inocente como uma criança, no sentido de pureza mesmo de espírito, de estado da alma... ela não foi corrompida.
Agora começo a entender essas palavras presentes na Bíblia e vim pensando no caminho de casa, depois de ter passado por isso de manhã, que o reino dos céus começa aqui mesmo, pois você é bom, simpático, educado, generoso e principalmente, tem respeito pelas pessoas para viver bem enquanto você é vivo, pois depois que você morrer, nem você saberá que já está morto. E sua delicadeza (ou grosseria) não valerão de nada.
E depois: confesso que às vezes é mais fácil ser mesmo ingênuo... eu mesmo acho que seria tão mais feliz... você não acha?
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
O instante
Um mês depois eu retorno para dizer como as coisas são bizarras e engraçadas e como elas podem se transformar e serem ao mesmo tempo extremamente necessárias. O meu tesão sexual por uma pessoa, por exemplo, em fração de segundos (se é que o tempo interessa de algo) transformou-se numa amizade em razão de um singelo, e até bonito, beijo no rosto.
E é como se aquele beijo no rosto fosse extremamente necessário, não apenas para dizer que o tesão acabou, mas que as coisas passam e que temos de aproveitar O momento, O instante, porque três horas antes daquele beijo no rosto, estes dois agora recém-amigos ainda sentiam vontade de transar um com o outro.
É estranho, né? Mas é como eu ouvi uma vez num filme: "naquele momento, eu pensava que seria o começo da felicidade; só não sabia que era A felicidade"
Não sei se postei algo legal, mas só queria dar um up neste blog depois de dias e mais dias sem postar e alguns momentos de briga pela internet cair toda hora... rsrs... mas sempre estarei aqui, espero (para falar coisas boas ou não... até porque depende do que seja bom para quem lê e para quem escreve...)
E é como se aquele beijo no rosto fosse extremamente necessário, não apenas para dizer que o tesão acabou, mas que as coisas passam e que temos de aproveitar O momento, O instante, porque três horas antes daquele beijo no rosto, estes dois agora recém-amigos ainda sentiam vontade de transar um com o outro.
É estranho, né? Mas é como eu ouvi uma vez num filme: "naquele momento, eu pensava que seria o começo da felicidade; só não sabia que era A felicidade"
Não sei se postei algo legal, mas só queria dar um up neste blog depois de dias e mais dias sem postar e alguns momentos de briga pela internet cair toda hora... rsrs... mas sempre estarei aqui, espero (para falar coisas boas ou não... até porque depende do que seja bom para quem lê e para quem escreve...)
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Ilirismo
Hoje pensei em falar de como a prefeitura tira vagas de trânsito nas ruas justamente para implantar parquímetros para cobrar os estacionamentos numa das vagas que ela tirou. É tão estranho, meio ilógico que beira ao ridículo, porém necessário se pensarmos bem. Mas eu não queria falar disso. Na verdade, eu nem sei do que quero falar.
Acho que no fundo, eu só quero preenhcer mais um post que raras pessoas (entendam em vários sentidos, por favor) irão ler. Só para eu dizer que ainda estou vivo... coisa que não sinto mais. Sinto como se eu passasse por mim, mas eu não sentisse sendo, muito menos sendo eu...
Sempre quero ou o passado ou o futuro e nunca o presente, porque o presente, o presente é completamente suportável e real. É horrível tocar nas coisas e elas serem justamente como eu achei que elas seriam... (imagine há quatro anos eu nem pensaria em falar isso...)
Ah, isso ficou horrível como minha alma desbotada está hoje... será que eu ainda acredito em milagre e em lirismo?
Ou é melhor apenas acreditar nos lírios?
Acho que no fundo, eu só quero preenhcer mais um post que raras pessoas (entendam em vários sentidos, por favor) irão ler. Só para eu dizer que ainda estou vivo... coisa que não sinto mais. Sinto como se eu passasse por mim, mas eu não sentisse sendo, muito menos sendo eu...
Sempre quero ou o passado ou o futuro e nunca o presente, porque o presente, o presente é completamente suportável e real. É horrível tocar nas coisas e elas serem justamente como eu achei que elas seriam... (imagine há quatro anos eu nem pensaria em falar isso...)
Ah, isso ficou horrível como minha alma desbotada está hoje... será que eu ainda acredito em milagre e em lirismo?
Ou é melhor apenas acreditar nos lírios?
domingo, 31 de agosto de 2008
Pra que mentir? Fingir que não acontece?
É tão gostoso quando somos nós mesmos, não é? Até acho que em algum outro post eu já coloquei isso, mas discorrerei sobre este tema aqui também: são horríveis as pessoas que não se conhecem. A gente nunca vai conseguir ser totalmente livre e nem tampouco se conhecer totalmente, é algo onírico, mas é quase vital que saibamos o que somos, como agimos em determinadas situações, até mesmo para sabermos enfrentar e respeitar e conhecer os outros.
Este post era para ficar muito maior (quando pensei) e muito menos repetitivo, mas pararei por aqui. Porque sinto, sei, que não quero falar mais nada, que parece que estou realmente sendo redundante, como mesmo neste último parágrafo.
Este post era para ficar muito maior (quando pensei) e muito menos repetitivo, mas pararei por aqui. Porque sinto, sei, que não quero falar mais nada, que parece que estou realmente sendo redundante, como mesmo neste último parágrafo.
sábado, 23 de agosto de 2008
sábado, 9 de agosto de 2008
"Uma camisa de força (ou de vênus)"
Não queria fazer daqui nenhum blog sentimental ou pessoal demais, mas aqui vai um post totalmente sentimental e pessoal. Bem, pra começar vou falar como estou me sentindo agora: pernas estranhamente doloridas, ouvindo Zé Ramalho num CD emprestado de uma colega, depois de ter ido beber com uma amiga (uma das melhores, sem detrimento das outras, por favor), depois de me ter masturbado pensando no garçom... ah, sim, depois da dor de cabeça insuportável que se seguiu à masturbação (que até foi muito boa) e a leitura de uma revista de arte, cuja assinatura acho inútil quase sempre que vejo a ordem de saque no papelzinho do banco avisando o débito automático e me lembro de que foi aquilo... porém sempre me alegro quando a revista chega, mesmo que quase nunca também eu a leia (inteira, ao menos)...
Percebi que a vida acadêmica que eu queria está ruindo... não sei se era bem o que eu queria mesmo, não sei se a escolha do curso de pó-graduação foi boa, a escolha da instituição, a escolha de permanecer ali... tudo sempre me pareceu tão bom, e agora parece que algumas das minhas escolhas estão erradas... não por serem ruins, mas apenas por não serem para mim... só não engano da minha escolha sexual (mas quem disse que essa é uma escolha? rsrs)
E agora estou, no meio da madrugada com as pernas doloridas e a barriga estranha como fome (mas comi aquele ótimo caldo verde que minha mãe fez com a ervilha e a calabresa que eu comprei à tarde, com meu dinheiro suado e merecido de professor secundário, que agora parece nunca vou deixar de ser...
Ai, este post está, ficou chato. Desculpe-me pelo possível aborrecimento... e agora o CD está pulando (deve estar riscado: ainda bem que "Chão de giz" não está, penso agora...)
Bem, vou tentar deitar com frases na cabeça como "eu seria mais feliz se recebesse carinho de outras mãos que não fossem as minhas", ou "quatro carpas djs e um livro que afunda", esta eu li na revista, a outra eu mesmo formulei antes de me masturbar, sem nem pensar no garçom ainda, e nem sei se é verdade, pois às vezes me sinto bem feliz com meu próprio toque, mas isso não deixa a frase mais ou menos falsa, a não ser quando colocada num grau comparativo, mas estou muito cansado pra fazer isso agora.
Eu só queria que o dia amanhecesse... ah, quando levanto minhas pernas elas melhoram... quem sabe se eu me deitar, elas não param de doer? Será que preciso de uma camisa de força ou de vênus? Ou apenas de um livro, uma fonte de vida, e não precisar ler críticos, pois eles me cansam mais que cigarros e minhas pernas... eles não me levam a lugar algum e nem podem me matar de câncer... acho
Percebi que a vida acadêmica que eu queria está ruindo... não sei se era bem o que eu queria mesmo, não sei se a escolha do curso de pó-graduação foi boa, a escolha da instituição, a escolha de permanecer ali... tudo sempre me pareceu tão bom, e agora parece que algumas das minhas escolhas estão erradas... não por serem ruins, mas apenas por não serem para mim... só não engano da minha escolha sexual (mas quem disse que essa é uma escolha? rsrs)
E agora estou, no meio da madrugada com as pernas doloridas e a barriga estranha como fome (mas comi aquele ótimo caldo verde que minha mãe fez com a ervilha e a calabresa que eu comprei à tarde, com meu dinheiro suado e merecido de professor secundário, que agora parece nunca vou deixar de ser...
Ai, este post está, ficou chato. Desculpe-me pelo possível aborrecimento... e agora o CD está pulando (deve estar riscado: ainda bem que "Chão de giz" não está, penso agora...)
Bem, vou tentar deitar com frases na cabeça como "eu seria mais feliz se recebesse carinho de outras mãos que não fossem as minhas", ou "quatro carpas djs e um livro que afunda", esta eu li na revista, a outra eu mesmo formulei antes de me masturbar, sem nem pensar no garçom ainda, e nem sei se é verdade, pois às vezes me sinto bem feliz com meu próprio toque, mas isso não deixa a frase mais ou menos falsa, a não ser quando colocada num grau comparativo, mas estou muito cansado pra fazer isso agora.
Eu só queria que o dia amanhecesse... ah, quando levanto minhas pernas elas melhoram... quem sabe se eu me deitar, elas não param de doer? Será que preciso de uma camisa de força ou de vênus? Ou apenas de um livro, uma fonte de vida, e não precisar ler críticos, pois eles me cansam mais que cigarros e minhas pernas... eles não me levam a lugar algum e nem podem me matar de câncer... acho
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Hey, eu posso escolher!
Vendo televisão, eu estava pensando esses dias em como a propaganda nos faz pensar ou mesmo escolher coisas, o que é meio função dela mesmo, mas tem vezes que ela exagera, como quando eles criam uma promoção para que você compre alguma coisa e tal, e ganhe um prêmio. Muitas vezes é um prêmio que não tem nada a ver com o que realmente queremos, com o que realmente estamos comprando e mesmo assim, eles nos oferecem.
Por exemplo: já vi várias vezes isso: se você comprar tal coisa, você ganha um show de não sei qual cantor, ou você ganha uma viagem a tal lugar, ou você ganha uma outra coisa igual, um produto similar, da mesma linha, enfim... ou brindes que muitas vezes nem são úteis ou pior: nem queremos.
Aí penso: porque eles não nos dão direito de escolha? Eu não quero um show de tal artista, não que eu não precise de diversão, mas eu quero ter mais dinheiro, comprando o que realmente eu quero e preciso por um preço mais barato para que sobre dinheiro para eu me divertir como eu achar melhor. Seja num show de um artista que eu goste, seja numa viagem que eu fizer para onde eu quiser, até porque eu posso também escolher não viajar, eu posso não gosta de viajar, é uma escolha minha.
Eu coloquei este exemplo da publicidade porque é algo aparente, mas existem vários outros momentos em que exploram nossa individualidade e nosso direito de escolha. E, num mundo aparentemente pautado pela individualidade (que algumas pessoas acham tão ruim, inclusive, mas não quero discutir isso aqui agora), é exatamente nossa individualidade que está sendo abusada e explorada, nosso direito primordial de escolha.
Eu sei que não somos livres, de maneira total. Mas algumas coisas podemos sim, escolher, ora... se quisermos... e se estivermos sendo aliciados, que ao menos saibamos que estamos sendo explorados e que escolhamos ser explorados (porque às vezes nem é tao ruim, assim... desde que tenhamos consciência de que foi uma escolha nossa).
Por exemplo: já vi várias vezes isso: se você comprar tal coisa, você ganha um show de não sei qual cantor, ou você ganha uma viagem a tal lugar, ou você ganha uma outra coisa igual, um produto similar, da mesma linha, enfim... ou brindes que muitas vezes nem são úteis ou pior: nem queremos.
Aí penso: porque eles não nos dão direito de escolha? Eu não quero um show de tal artista, não que eu não precise de diversão, mas eu quero ter mais dinheiro, comprando o que realmente eu quero e preciso por um preço mais barato para que sobre dinheiro para eu me divertir como eu achar melhor. Seja num show de um artista que eu goste, seja numa viagem que eu fizer para onde eu quiser, até porque eu posso também escolher não viajar, eu posso não gosta de viajar, é uma escolha minha.
Eu coloquei este exemplo da publicidade porque é algo aparente, mas existem vários outros momentos em que exploram nossa individualidade e nosso direito de escolha. E, num mundo aparentemente pautado pela individualidade (que algumas pessoas acham tão ruim, inclusive, mas não quero discutir isso aqui agora), é exatamente nossa individualidade que está sendo abusada e explorada, nosso direito primordial de escolha.
Eu sei que não somos livres, de maneira total. Mas algumas coisas podemos sim, escolher, ora... se quisermos... e se estivermos sendo aliciados, que ao menos saibamos que estamos sendo explorados e que escolhamos ser explorados (porque às vezes nem é tao ruim, assim... desde que tenhamos consciência de que foi uma escolha nossa).
Marcadores:
comportamento,
consciência,
escolha,
percepção,
sociedade,
vida
Assinar:
Postagens (Atom)