Hoje pensei em falar de como a prefeitura tira vagas de trânsito nas ruas justamente para implantar parquímetros para cobrar os estacionamentos numa das vagas que ela tirou. É tão estranho, meio ilógico que beira ao ridículo, porém necessário se pensarmos bem. Mas eu não queria falar disso. Na verdade, eu nem sei do que quero falar.
Acho que no fundo, eu só quero preenhcer mais um post que raras pessoas (entendam em vários sentidos, por favor) irão ler. Só para eu dizer que ainda estou vivo... coisa que não sinto mais. Sinto como se eu passasse por mim, mas eu não sentisse sendo, muito menos sendo eu...
Sempre quero ou o passado ou o futuro e nunca o presente, porque o presente, o presente é completamente suportável e real. É horrível tocar nas coisas e elas serem justamente como eu achei que elas seriam... (imagine há quatro anos eu nem pensaria em falar isso...)
Ah, isso ficou horrível como minha alma desbotada está hoje... será que eu ainda acredito em milagre e em lirismo?
Ou é melhor apenas acreditar nos lírios?
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
domingo, 31 de agosto de 2008
Pra que mentir? Fingir que não acontece?
É tão gostoso quando somos nós mesmos, não é? Até acho que em algum outro post eu já coloquei isso, mas discorrerei sobre este tema aqui também: são horríveis as pessoas que não se conhecem. A gente nunca vai conseguir ser totalmente livre e nem tampouco se conhecer totalmente, é algo onírico, mas é quase vital que saibamos o que somos, como agimos em determinadas situações, até mesmo para sabermos enfrentar e respeitar e conhecer os outros.
Este post era para ficar muito maior (quando pensei) e muito menos repetitivo, mas pararei por aqui. Porque sinto, sei, que não quero falar mais nada, que parece que estou realmente sendo redundante, como mesmo neste último parágrafo.
Este post era para ficar muito maior (quando pensei) e muito menos repetitivo, mas pararei por aqui. Porque sinto, sei, que não quero falar mais nada, que parece que estou realmente sendo redundante, como mesmo neste último parágrafo.
sábado, 23 de agosto de 2008
sábado, 9 de agosto de 2008
"Uma camisa de força (ou de vênus)"
Não queria fazer daqui nenhum blog sentimental ou pessoal demais, mas aqui vai um post totalmente sentimental e pessoal. Bem, pra começar vou falar como estou me sentindo agora: pernas estranhamente doloridas, ouvindo Zé Ramalho num CD emprestado de uma colega, depois de ter ido beber com uma amiga (uma das melhores, sem detrimento das outras, por favor), depois de me ter masturbado pensando no garçom... ah, sim, depois da dor de cabeça insuportável que se seguiu à masturbação (que até foi muito boa) e a leitura de uma revista de arte, cuja assinatura acho inútil quase sempre que vejo a ordem de saque no papelzinho do banco avisando o débito automático e me lembro de que foi aquilo... porém sempre me alegro quando a revista chega, mesmo que quase nunca também eu a leia (inteira, ao menos)...
Percebi que a vida acadêmica que eu queria está ruindo... não sei se era bem o que eu queria mesmo, não sei se a escolha do curso de pó-graduação foi boa, a escolha da instituição, a escolha de permanecer ali... tudo sempre me pareceu tão bom, e agora parece que algumas das minhas escolhas estão erradas... não por serem ruins, mas apenas por não serem para mim... só não engano da minha escolha sexual (mas quem disse que essa é uma escolha? rsrs)
E agora estou, no meio da madrugada com as pernas doloridas e a barriga estranha como fome (mas comi aquele ótimo caldo verde que minha mãe fez com a ervilha e a calabresa que eu comprei à tarde, com meu dinheiro suado e merecido de professor secundário, que agora parece nunca vou deixar de ser...
Ai, este post está, ficou chato. Desculpe-me pelo possível aborrecimento... e agora o CD está pulando (deve estar riscado: ainda bem que "Chão de giz" não está, penso agora...)
Bem, vou tentar deitar com frases na cabeça como "eu seria mais feliz se recebesse carinho de outras mãos que não fossem as minhas", ou "quatro carpas djs e um livro que afunda", esta eu li na revista, a outra eu mesmo formulei antes de me masturbar, sem nem pensar no garçom ainda, e nem sei se é verdade, pois às vezes me sinto bem feliz com meu próprio toque, mas isso não deixa a frase mais ou menos falsa, a não ser quando colocada num grau comparativo, mas estou muito cansado pra fazer isso agora.
Eu só queria que o dia amanhecesse... ah, quando levanto minhas pernas elas melhoram... quem sabe se eu me deitar, elas não param de doer? Será que preciso de uma camisa de força ou de vênus? Ou apenas de um livro, uma fonte de vida, e não precisar ler críticos, pois eles me cansam mais que cigarros e minhas pernas... eles não me levam a lugar algum e nem podem me matar de câncer... acho
Percebi que a vida acadêmica que eu queria está ruindo... não sei se era bem o que eu queria mesmo, não sei se a escolha do curso de pó-graduação foi boa, a escolha da instituição, a escolha de permanecer ali... tudo sempre me pareceu tão bom, e agora parece que algumas das minhas escolhas estão erradas... não por serem ruins, mas apenas por não serem para mim... só não engano da minha escolha sexual (mas quem disse que essa é uma escolha? rsrs)
E agora estou, no meio da madrugada com as pernas doloridas e a barriga estranha como fome (mas comi aquele ótimo caldo verde que minha mãe fez com a ervilha e a calabresa que eu comprei à tarde, com meu dinheiro suado e merecido de professor secundário, que agora parece nunca vou deixar de ser...
Ai, este post está, ficou chato. Desculpe-me pelo possível aborrecimento... e agora o CD está pulando (deve estar riscado: ainda bem que "Chão de giz" não está, penso agora...)
Bem, vou tentar deitar com frases na cabeça como "eu seria mais feliz se recebesse carinho de outras mãos que não fossem as minhas", ou "quatro carpas djs e um livro que afunda", esta eu li na revista, a outra eu mesmo formulei antes de me masturbar, sem nem pensar no garçom ainda, e nem sei se é verdade, pois às vezes me sinto bem feliz com meu próprio toque, mas isso não deixa a frase mais ou menos falsa, a não ser quando colocada num grau comparativo, mas estou muito cansado pra fazer isso agora.
Eu só queria que o dia amanhecesse... ah, quando levanto minhas pernas elas melhoram... quem sabe se eu me deitar, elas não param de doer? Será que preciso de uma camisa de força ou de vênus? Ou apenas de um livro, uma fonte de vida, e não precisar ler críticos, pois eles me cansam mais que cigarros e minhas pernas... eles não me levam a lugar algum e nem podem me matar de câncer... acho
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Hey, eu posso escolher!
Vendo televisão, eu estava pensando esses dias em como a propaganda nos faz pensar ou mesmo escolher coisas, o que é meio função dela mesmo, mas tem vezes que ela exagera, como quando eles criam uma promoção para que você compre alguma coisa e tal, e ganhe um prêmio. Muitas vezes é um prêmio que não tem nada a ver com o que realmente queremos, com o que realmente estamos comprando e mesmo assim, eles nos oferecem.
Por exemplo: já vi várias vezes isso: se você comprar tal coisa, você ganha um show de não sei qual cantor, ou você ganha uma viagem a tal lugar, ou você ganha uma outra coisa igual, um produto similar, da mesma linha, enfim... ou brindes que muitas vezes nem são úteis ou pior: nem queremos.
Aí penso: porque eles não nos dão direito de escolha? Eu não quero um show de tal artista, não que eu não precise de diversão, mas eu quero ter mais dinheiro, comprando o que realmente eu quero e preciso por um preço mais barato para que sobre dinheiro para eu me divertir como eu achar melhor. Seja num show de um artista que eu goste, seja numa viagem que eu fizer para onde eu quiser, até porque eu posso também escolher não viajar, eu posso não gosta de viajar, é uma escolha minha.
Eu coloquei este exemplo da publicidade porque é algo aparente, mas existem vários outros momentos em que exploram nossa individualidade e nosso direito de escolha. E, num mundo aparentemente pautado pela individualidade (que algumas pessoas acham tão ruim, inclusive, mas não quero discutir isso aqui agora), é exatamente nossa individualidade que está sendo abusada e explorada, nosso direito primordial de escolha.
Eu sei que não somos livres, de maneira total. Mas algumas coisas podemos sim, escolher, ora... se quisermos... e se estivermos sendo aliciados, que ao menos saibamos que estamos sendo explorados e que escolhamos ser explorados (porque às vezes nem é tao ruim, assim... desde que tenhamos consciência de que foi uma escolha nossa).
Por exemplo: já vi várias vezes isso: se você comprar tal coisa, você ganha um show de não sei qual cantor, ou você ganha uma viagem a tal lugar, ou você ganha uma outra coisa igual, um produto similar, da mesma linha, enfim... ou brindes que muitas vezes nem são úteis ou pior: nem queremos.
Aí penso: porque eles não nos dão direito de escolha? Eu não quero um show de tal artista, não que eu não precise de diversão, mas eu quero ter mais dinheiro, comprando o que realmente eu quero e preciso por um preço mais barato para que sobre dinheiro para eu me divertir como eu achar melhor. Seja num show de um artista que eu goste, seja numa viagem que eu fizer para onde eu quiser, até porque eu posso também escolher não viajar, eu posso não gosta de viajar, é uma escolha minha.
Eu coloquei este exemplo da publicidade porque é algo aparente, mas existem vários outros momentos em que exploram nossa individualidade e nosso direito de escolha. E, num mundo aparentemente pautado pela individualidade (que algumas pessoas acham tão ruim, inclusive, mas não quero discutir isso aqui agora), é exatamente nossa individualidade que está sendo abusada e explorada, nosso direito primordial de escolha.
Eu sei que não somos livres, de maneira total. Mas algumas coisas podemos sim, escolher, ora... se quisermos... e se estivermos sendo aliciados, que ao menos saibamos que estamos sendo explorados e que escolhamos ser explorados (porque às vezes nem é tao ruim, assim... desde que tenhamos consciência de que foi uma escolha nossa).
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domingo, 27 de julho de 2008
A paixão (e as coisas)
A gênese da vida é a paixão.
Tá, eu sei, isso está piegas, mas é verdade. E é o que eu queria escrever sobre. A paixão, em seu sentido original, como sofrimento; a paixão como vontade, mudança. Tudo isso é paixão. Criadora e mantenedora das coisas, como um deus; espírito movente, e revitalizadora das tais coisas, como um demônio.
As coisas mudam, mas sempre estão lá. Por mais invisíveis que sejam, ou estejam, sempre estão lá, como as nuvens que vão e voltam, muitas vezes sem formas, que nem percebemos direito, mas que estão lá. Apenas notamos quando elas se fazem notar, aparecer, como quando aparecem diferentes.
Seria a força da paixão assim também? Espírito movente, revitalizador das coisas que cria, das coisas que mantêm. Será que é necessário manter? Ou é necessário revitalizar? Ou é necessário nenhuma dessas coisas? Seria necessário apenas viver? Ou vivemos por que na verdade queremos mesmo?
E a paixão? Existe? É maior, menor que o amor? Eles são tão diferentes assim? A paixão gira a nossa vida, cria coisas, revitaliza as mesmas, torna-se nuvem. Tudo.
Tá, eu sei, isso está piegas, mas é verdade. E é o que eu queria escrever sobre. A paixão, em seu sentido original, como sofrimento; a paixão como vontade, mudança. Tudo isso é paixão. Criadora e mantenedora das coisas, como um deus; espírito movente, e revitalizadora das tais coisas, como um demônio.
As coisas mudam, mas sempre estão lá. Por mais invisíveis que sejam, ou estejam, sempre estão lá, como as nuvens que vão e voltam, muitas vezes sem formas, que nem percebemos direito, mas que estão lá. Apenas notamos quando elas se fazem notar, aparecer, como quando aparecem diferentes.
Seria a força da paixão assim também? Espírito movente, revitalizador das coisas que cria, das coisas que mantêm. Será que é necessário manter? Ou é necessário revitalizar? Ou é necessário nenhuma dessas coisas? Seria necessário apenas viver? Ou vivemos por que na verdade queremos mesmo?
E a paixão? Existe? É maior, menor que o amor? Eles são tão diferentes assim? A paixão gira a nossa vida, cria coisas, revitaliza as mesmas, torna-se nuvem. Tudo.
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Que tal: sonhos reais?
Ai, muito se fala sobre ter sonhos, sua importância e tal... hoje em dia também se fala muito sobre a diferença entre sonho e objetivo de vida, que seriam coisas muito distintas, (mas na verdade, nem tanto também...) pois o que eu queria falar aqui hoje é sobre a importância do sonho, porém sem esquecer um outro aspecto importantíssimo.
Uma vez quando um grupo do qual eu fazia parte quis abrir um estabelecimento comercial e um de nossos integrantes disse assim: temos dinheiro para abrir e para fechar? Foi uma pergunta estranha em meio a toda empolgação que um sonho (principalmente em vias de realização) carrega, porém extremamente importante. Aí entendemos que o sonho predestina uma realização. Não podemos apenas sonhar com olhos fechados (e algumas vezes a cabeça e os braços também... rsrs).
Não sei se estou indo um pouco na contramão do que às vezes até eu acredito e falo para muitas pessoas, mas antes de sonhar, ou melhor depois de sonhar, é necessário ter os pés no chão e encarar a realidade para ver se o sonho é possível. Pois um sonho tem que ser mais do viável, real.
Os sonhos têm que ser reais. Parece um paradigma (e até acho que seja mesmo) mas é verdadeiro, pelo que eu penso. Os sonhos reais podem ser os mais difíceis, porém também os mais prazerosos, pois no sonho você até pode "cair sem se machucar", como disse se não me engano Sandra Mara Herzer (peço permissão para usar tal citação que ouvi na primeira peça de teatro que vi na minha vida) em lindas palavras, mas quando você acorda, por mais que você não tenha se machucado, foi ainda apenas um sonho. E quando você goza na vida real, esse gozo tem gosto, cheiro, consistência, assim como um machucado real, é verdade. Mas você pode pegar e sentir.
Não quero destruir a idéia do sonho, reitero. Sonhar é importante, quase imprescindível até, mas é ainda só sonhar. Que tal transformar nossos sonhos em sonhos reais? No qual podemos nos machucar de verdade, porém em compensação, gozarmos de verdade também?
Uma vez quando um grupo do qual eu fazia parte quis abrir um estabelecimento comercial e um de nossos integrantes disse assim: temos dinheiro para abrir e para fechar? Foi uma pergunta estranha em meio a toda empolgação que um sonho (principalmente em vias de realização) carrega, porém extremamente importante. Aí entendemos que o sonho predestina uma realização. Não podemos apenas sonhar com olhos fechados (e algumas vezes a cabeça e os braços também... rsrs).
Não sei se estou indo um pouco na contramão do que às vezes até eu acredito e falo para muitas pessoas, mas antes de sonhar, ou melhor depois de sonhar, é necessário ter os pés no chão e encarar a realidade para ver se o sonho é possível. Pois um sonho tem que ser mais do viável, real.
Os sonhos têm que ser reais. Parece um paradigma (e até acho que seja mesmo) mas é verdadeiro, pelo que eu penso. Os sonhos reais podem ser os mais difíceis, porém também os mais prazerosos, pois no sonho você até pode "cair sem se machucar", como disse se não me engano Sandra Mara Herzer (peço permissão para usar tal citação que ouvi na primeira peça de teatro que vi na minha vida) em lindas palavras, mas quando você acorda, por mais que você não tenha se machucado, foi ainda apenas um sonho. E quando você goza na vida real, esse gozo tem gosto, cheiro, consistência, assim como um machucado real, é verdade. Mas você pode pegar e sentir.
Não quero destruir a idéia do sonho, reitero. Sonhar é importante, quase imprescindível até, mas é ainda só sonhar. Que tal transformar nossos sonhos em sonhos reais? No qual podemos nos machucar de verdade, porém em compensação, gozarmos de verdade também?
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