quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Livre pra fracassar

Eu ia colocar primeiramente quase que um palavrão no título, mas achei um pouco demais... fiquei pensando alguns dias sobre este post, já era para tê-lo colocado, mas enfim, aí vai o que queria falar, não no calor do momento, quem sabe assim ele fica melhor... rsrs
Ouvi muita gente dizer que todos buscamos a felicidade... eu mesmo já devo ter dito isso... pensando melhor, creio que cada um busca aquilo que quer. Eu não quero fazer aqui nenhuma apologia ao sofrimento, à dor, à infelicidade (por mais que eu a considere inevitável e algumas vezes até necessária), mas eu quero fazer uma apologia à liberdade. Liberdade de poder escolher um caminho e (por que não?) se dar mal nele. Pôxa, foi a pessoa que escolheu, afinal... Dar-se mal em determinadas escolhas não é o fim.
Quem falou isso foi uma grande autora que eu amo, Hilda Hilst, mas ela sim, usou uma palavra chula, que nem é tão chula assim, mas eu prefiro não colocar (não sei, me deu um leve ataque de puritanismo neste momento... hehe).
Mas é sério: as pessoas podem ser livres para seguirem o caminho que quiserem. Podem ser livres. Espero que elas tenham escolha até mesmo para quererem ser livres ou não... aí, sim elas serão... livres.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

For give and for get

Sempre pensei nestas duas formas de representação da língua inglesa: forgive and forget. São dois verbos, perdoar e esquecer, mas perceberam que eles têm uma formação parecida e colocados de maneira separada como o fiz no título, isso fica ainda mais evidente? Perdoar pode ser ligado a dar, entregar, oferecer (to give); e esquecer a pegar, ter, possuir, ou às inúmeras composições que o verbo to get possibilita.
O perdão é uma das coisas mais bonitas que se tem notícia, pelo menos eu acho. Inclusive é um dos pilares de uma grande religião do mundo, uma das maiores. Perdão é quando você dá, realmente oferece alguma coisa que geralmente não te deram... não é devolver, é doar-se, é manifestação de entrega de si mesmo (é estranho como que a maioria das religiões tem essa questão de entrega de si mesmo, em maior ou menor grau, em grande valia).
E esquecer pode ser uma dádiva ou uma maldição. Dádiva quando aquilo que esquecemos (ou aquele ou aquela) não vai fazer diferença pra nós, e nem digo quando é algo ruim, pois muitas vezes algo ruim nós não podemos esquecer... e independente de algo ruim ou bom, quando não podemos nos esquecer disso (ou desse ou dessa) se transforma em maldição, pois aquilo passa a nos acompanhar em horas imprórias, nos pega, nos tem, nos prende, não nos libera e nem nos sentimos libertos... portanto, muitas vezes esquecer é tirar, libertar-se, ou prender-se...
Perdoar e esquecer são parecidas até mesmo no seu sentido: muitas vezes perdoar é esquecer... mas será que esquecer e perdoar é assim tão fácil? Às vezes é necessário esquecer alguma coisa para perdoar... ou esquecer aqueles que não cosneguimos perdoar... quem sabe, esquecendo, conseguimos perdoar...

Mas, como diz Arlindo Cruz, num dos seus belíssimos sambas, eu ainda não entendi por que "recebe menos quem mais tem pra dar"... então, dêem-me licença que eu já vou... rsrs

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Remédios pra dormir, espelhos e vícios de sonhadores

Um dia me perguntaram o que eu daria para uma diva. Respondi, quase sem hesitar, remédios para dormir. Toda diva deve ter uma vida exausta, senão pelo agitação prática, toda a agitação emocional com certeza é estafante. E dormir seria a melhor opção. Não por descansar, mas por fugir. Fugir e ter a chance de renascer, diferente de quando se morre, meio definitivo demais para uma diva, mesmo que ela seja um mito e, portanto, eterno. Mas minha resposta não foi a única interessante. Também me disseram espelhos. Divas realmente precisam de espelhos. Afinal, quando todos se forem, quem vai amá-la a não ser ela mesma? Ou odiá-la? Ah, divas precisam ser odiadas, porque elas gostam de ser contrariadas, uma vez que contrariando-as existe a afirmação de sua vontade. E ela é uma diva. Uma diva é quase uma deusa.
Quase. A diva, assim como a deusa, não se bastam. Mas a diva é humana. A diferença desta palavra é sutil e enorme.
O ser humano sonha. O sonho é o pior vício dos humanos. É pelo sonho que conseguimos as coisas, porém é também pelo sonho que nos viciamos e andamos de precipício em precipício, como diz uma música.
E assim, vamos, apaixonados, fugindo, nos escondendo, vivendo, nos admirando, nos odiando, à beira dos precipícios (e dos suicídios?), vivendo e principalmente sonhando, viciados em amor e em excesso.

Só quem vai até o fim entenderia isso.

sábado, 8 de novembro de 2008

Diabólicas perversões ou Quebra de parâmetros ou Sim

Para Guilherme

O azul é a cor da doença e da cura. O branco é a pureza, pois tem todos os sentimenetos dentro de si, o preto é como a elegência, o nada que se parece com tudo (e o é, algumas vezes; afinal: as coisas que são justamente o contrário das outras não seriam essencialmente as mesmas?). O amarelo o desespero e a riqueza (e não é que tem ligação mesmo essas duas coisas?), o desejo é vermelho, o amor é rosa, me disseram que a saudade é cinza, e a loucura? A loucura é verde...

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Bem-aventurados os que são como crianças porque herdarão o reino dos céus

Calma, eu não virei evangélico! Nada contra, mas eu não levo jeito. É que nunca tinha entendido esta frase da Bíblia, o que aliás é muito comum em todo menino de tradicional família católica que apenas ouve e não entende as coisas que recebe... é que eu estava pensando hoje, mas o começo desse raciocínio já me segue há algum tempo.
Eu não sei se estou ficando mais velho e por isso mais perceptivo ao preconceito ou mesmo mais apto a julgamentos fáceis e olhares preconceituosos (mais pintoso, digamos assim, com todo o respeito, pois falo de mim mesmo), mas agora eu tenho notado essas coisas, que nunca (repito: nunca) havia notado.
E hoje aconteceu algo bem típico. Sabe quando parece que ninguém quer se sentar ao seu lado no ônibus e você tem a neura de se sentir excluído, ou até mesmo perseguido de maneira ruim? Então, hoje eu me senti assim, porque senti que algumas pessoas realmente não quiseram se sentar perto de mim (ou pode ser apenas neurose minha), mas quem se sentou foi justamente uma mulher aparente bobinha, sabe daquelas que não sabem nada da vida e ainda foi educada e simpática, e você sente que isso vem da pessoa, provavelmente ninguém a ensinou a ser assim... enfim, ela é inocente como uma criança, no sentido de pureza mesmo de espírito, de estado da alma... ela não foi corrompida.
Agora começo a entender essas palavras presentes na Bíblia e vim pensando no caminho de casa, depois de ter passado por isso de manhã, que o reino dos céus começa aqui mesmo, pois você é bom, simpático, educado, generoso e principalmente, tem respeito pelas pessoas para viver bem enquanto você é vivo, pois depois que você morrer, nem você saberá que já está morto. E sua delicadeza (ou grosseria) não valerão de nada.

E depois: confesso que às vezes é mais fácil ser mesmo ingênuo... eu mesmo acho que seria tão mais feliz... você não acha?

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

O instante

Um mês depois eu retorno para dizer como as coisas são bizarras e engraçadas e como elas podem se transformar e serem ao mesmo tempo extremamente necessárias. O meu tesão sexual por uma pessoa, por exemplo, em fração de segundos (se é que o tempo interessa de algo) transformou-se numa amizade em razão de um singelo, e até bonito, beijo no rosto.
E é como se aquele beijo no rosto fosse extremamente necessário, não apenas para dizer que o tesão acabou, mas que as coisas passam e que temos de aproveitar O momento, O instante, porque três horas antes daquele beijo no rosto, estes dois agora recém-amigos ainda sentiam vontade de transar um com o outro.
É estranho, né? Mas é como eu ouvi uma vez num filme: "naquele momento, eu pensava que seria o começo da felicidade; só não sabia que era A felicidade"

Não sei se postei algo legal, mas só queria dar um up neste blog depois de dias e mais dias sem postar e alguns momentos de briga pela internet cair toda hora... rsrs... mas sempre estarei aqui, espero (para falar coisas boas ou não... até porque depende do que seja bom para quem lê e para quem escreve...)

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Ilirismo

Hoje pensei em falar de como a prefeitura tira vagas de trânsito nas ruas justamente para implantar parquímetros para cobrar os estacionamentos numa das vagas que ela tirou. É tão estranho, meio ilógico que beira ao ridículo, porém necessário se pensarmos bem. Mas eu não queria falar disso. Na verdade, eu nem sei do que quero falar.
Acho que no fundo, eu só quero preenhcer mais um post que raras pessoas (entendam em vários sentidos, por favor) irão ler. Só para eu dizer que ainda estou vivo... coisa que não sinto mais. Sinto como se eu passasse por mim, mas eu não sentisse sendo, muito menos sendo eu...
Sempre quero ou o passado ou o futuro e nunca o presente, porque o presente, o presente é completamente suportável e real. É horrível tocar nas coisas e elas serem justamente como eu achei que elas seriam... (imagine há quatro anos eu nem pensaria em falar isso...)
Ah, isso ficou horrível como minha alma desbotada está hoje... será que eu ainda acredito em milagre e em lirismo?

Ou é melhor apenas acreditar nos lírios?