É impressionante como um caso policial e familiar teve uma repercussão tão grande no país todo. A morte de uma criança, não se sabe ainda por quem, sendo que o pai e a madrasta são alguns dos principais acusados. Tá, tudo bem, concordo que o caso foi extremo e tal, mas não querendo desmerecer o caso e nem o sofimento dos familiares e amigos da menina, é algo que infelizmente acontece muito. Não é a primeira e, provavelmente, não deve ser a última vez que algo similar acontece.
Tá certo também que não é só por isso que devemos nos acostumar à crueldade, mas também não sejamos hipócritas pensando e chorando por alguém que nem chegamos a conhecer, sendo que temos que pensar também nas coisas que na nossa vida não andam bem. E quando digo isso, será que estou sendo cruel também? Mas quando digo isso, não digo pensarmos apenas em nós mesmos (e assim sermos egoístas), mas sim nas pessoas que realmente amamos. Às vezes vemos na televisão um crime desses e ficamos horrorizados, quando na verdade, fazemos coisas piores em casa. Tá, podemos não matar ninguém da forma concreta, mas às vezes alguma palavra que dizemos fere muito alguém, ou mesmo alguma atitude que julgamos simples (e às vezes até é mesmo), mas para alguém que amamos não foi tão simples assim. De qualquer forma, temos que olhar mais para dentro de nós e de nossos grupos socias (família, amigos) antes de nos horrorozarmos com algo externo, o que é, primeiramente, muito fácil.
Antes de terminar, queria colocar mais uma pequena reflexão que na verdade dá título ao post: ser humano é ser "bom"? Mas o que é, então, ser "bom"? É muito complicado isso. O ser humano é muito complexo, ele não é apenas "bom". Além de "bom" ser juízo de valor. Algo pode ser "bom" para alguém e não tão "bom" para outrém. De qualquer forma, creio que não devemos ter medo nem vergonha do que sentimos, do que apenas sentimos: amor, ódio, inveja, amizade (ou falta dela), enfim, tudo é humano, e como disse um filósofo antigo que me esqueci agora o nome (rsrs... desculpe): "nada que é humano me é desconhecido" ou algo assim.
Se você não é tão "bom", mas é feliz assim, seja quem você é, ou acha que é...
domingo, 20 de abril de 2008
sábado, 12 de abril de 2008
Funcionalidade
Quem nos tem acompanhado, sabe: eu já publiquei um post sobre "Produtividade" e coisas afins. O de hoje não será muito diferente, mas com uma preocupação específica: a formação ou a educação, como queiram.
Vi essa semana na televisão um comercial em que se dizia: "eu já sei ler e escrever, mas o que vai dizer se eu aprendi ou não é a Provinha tal....", não vou nem falar o nome, mas é um exame para alunos do primeiro ciclo do Ensino Fundamental (para quem não está habituado aos termos, é o antigo primário). Tá, tudo bem, eu acho legal avaliar os alunos, o ensino e tal, e é mesmo importante, mas vocês percebem como tem alguma coisa errada na frase que a aluna teve de decorar para o comercial de TV na tentativa de convencer os professores a motivar os alunos a participarem? Bem, se forem professores conscientes como esse tipo de propaganda (só pela propaganda, não pela prova em si), aí é que não deixariam seus alunos fazerem a prova mesmo, porque não dá para se avaliar alguém por uma prova!
Um aluno, um ser humano, é muito mais que uma simples prova! Ou seja: os resultados "práticos" de ler e escrever só serão válidos após ser feita uma prova proposta pelo governo? Quem preparou esta prova? Com que objetivo? Essas pessoas têm como pensar em todos os alunos (e as pessoas em formação mesmo) de maneira igual num país tão grande? É como numa sociedade em que se tem que provar ser funcional; se alguma coisa é boa, é porque funciona bem, não apenas porque tem bons objetivos ou coisas assim. Aliás o próprio termo "objetivo" é funcional demais.
Pessoas que não são ligadas diretamente à educação: desculpem por este post tão voltado para isto! Mas eu acho relevante a discussão que sempre temos que provar alguma coisa e fazer algo com alguma finalidade definida. Ou seja, perde-se a intuição. Mais do que isso: a naturalidade. E, quando se perde o que se é natural, a funcionalidade não pode salvar algo feito para ser artificial.
Vi essa semana na televisão um comercial em que se dizia: "eu já sei ler e escrever, mas o que vai dizer se eu aprendi ou não é a Provinha tal....", não vou nem falar o nome, mas é um exame para alunos do primeiro ciclo do Ensino Fundamental (para quem não está habituado aos termos, é o antigo primário). Tá, tudo bem, eu acho legal avaliar os alunos, o ensino e tal, e é mesmo importante, mas vocês percebem como tem alguma coisa errada na frase que a aluna teve de decorar para o comercial de TV na tentativa de convencer os professores a motivar os alunos a participarem? Bem, se forem professores conscientes como esse tipo de propaganda (só pela propaganda, não pela prova em si), aí é que não deixariam seus alunos fazerem a prova mesmo, porque não dá para se avaliar alguém por uma prova!
Um aluno, um ser humano, é muito mais que uma simples prova! Ou seja: os resultados "práticos" de ler e escrever só serão válidos após ser feita uma prova proposta pelo governo? Quem preparou esta prova? Com que objetivo? Essas pessoas têm como pensar em todos os alunos (e as pessoas em formação mesmo) de maneira igual num país tão grande? É como numa sociedade em que se tem que provar ser funcional; se alguma coisa é boa, é porque funciona bem, não apenas porque tem bons objetivos ou coisas assim. Aliás o próprio termo "objetivo" é funcional demais.
Pessoas que não são ligadas diretamente à educação: desculpem por este post tão voltado para isto! Mas eu acho relevante a discussão que sempre temos que provar alguma coisa e fazer algo com alguma finalidade definida. Ou seja, perde-se a intuição. Mais do que isso: a naturalidade. E, quando se perde o que se é natural, a funcionalidade não pode salvar algo feito para ser artificial.
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Vamos falar do futuro?
O futuro nos parece muito estranho. É engraçado verificarmos como sempre (em todos os tempos) muita gente se questionou sobre isso. Não quero ser saudosista do presente, mas antes quando os casais se separavam, levavam juntos seus livros e cds (percebam que já estou colocando a época dos cds no passado). Agora os livros ainda existem fisicamente (por mais que muitos baixados da internet ou mesmo nos e-books que, graças a Deus, ainda não viraram moda, pelo menos não de onde eu venho), mas os cds: quem vai querer ficar com eles? Cada um tem seu mp3, mp4, mp5 ou sei lá o quê e cada um curte o que quer, em seu próprio momento. É quase uma masturbação! Vejam que estou apenas usando um exemplo, mas para percebermos como o mundo parece cada vez mais surreal e estranho.
É certo que o futuro (e mesmo o presente) nos dá coisas boas. Este blog mesmo e os milhões de blogs que existem por aí, são exemplos de coisas boas. Qual editor em sã consciência publicaria o que um maluco fala escrevendo às duas da manhã de cueca em frente à tela do computador? (se bem que há vários malucos que ganham dinheiro exatamente assim) Mas, de qualquer forma, é algo a que se pensar.
Mas há uma coisa que me intriga: as músicas podem não existir mais, mas as separações vão continuar, os motivos quase sempre são os mesmos e se não há os cds para dividirem, há coisas mais importantes, como sentimentos gastos... Blogs existem há pouco tempo, mas vontade do ser humano se expressar existe há muito tempo e mais do que se expressar: ser ouvido e, quiçá, ser respondido. Isso existia antes dos blogs e vai continuar existindo depois... Depois? O que virá depois dos blogs e das músicas baixadas pela internet? Sei lá, ninguém sabia o que viria depois do jornal e do LP. Só se sabia que as separações continuariam e a vontade de se expressar do ser humano também.
Portanto, acabamos não sendo nós que nos adapatamos ao mundo moderno, mas o mundo moderno acaba se adaptando a nós e quando falamos em futuro, vemos que o tempo não passa tão rápido assim, e que é apenas tempo. Um tempo perdido numa infinidade de facetas humanas. É verdade que o relógio não para. Até deixarmos de dar corda nele, ou esquecermos de colocar a bateria. O futuro não passa de uma invenção para termos a infeliz idéia de vivermos menos. Futuro? O futuro não é tão longe assim...
É certo que o futuro (e mesmo o presente) nos dá coisas boas. Este blog mesmo e os milhões de blogs que existem por aí, são exemplos de coisas boas. Qual editor em sã consciência publicaria o que um maluco fala escrevendo às duas da manhã de cueca em frente à tela do computador? (se bem que há vários malucos que ganham dinheiro exatamente assim) Mas, de qualquer forma, é algo a que se pensar.
Mas há uma coisa que me intriga: as músicas podem não existir mais, mas as separações vão continuar, os motivos quase sempre são os mesmos e se não há os cds para dividirem, há coisas mais importantes, como sentimentos gastos... Blogs existem há pouco tempo, mas vontade do ser humano se expressar existe há muito tempo e mais do que se expressar: ser ouvido e, quiçá, ser respondido. Isso existia antes dos blogs e vai continuar existindo depois... Depois? O que virá depois dos blogs e das músicas baixadas pela internet? Sei lá, ninguém sabia o que viria depois do jornal e do LP. Só se sabia que as separações continuariam e a vontade de se expressar do ser humano também.
Portanto, acabamos não sendo nós que nos adapatamos ao mundo moderno, mas o mundo moderno acaba se adaptando a nós e quando falamos em futuro, vemos que o tempo não passa tão rápido assim, e que é apenas tempo. Um tempo perdido numa infinidade de facetas humanas. É verdade que o relógio não para. Até deixarmos de dar corda nele, ou esquecermos de colocar a bateria. O futuro não passa de uma invenção para termos a infeliz idéia de vivermos menos. Futuro? O futuro não é tão longe assim...
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Aquilo que não temos
Quatro dias depois, vamos a uma nova reflexão. O Carnaval passando, a grade festa de esquecimento do povo, mas lembrar é sempre o melhor remédio. Em quase todas as situações. Na política, na nossa vida social, amorosa também. E sempre cabe mais uma reflexão ao falarmos sobre lembrança e esquecimento: posse. Será que aquilo que temos é realmente assegurado, ou será que sempre é bom refletirmos sobre isso?
Pense bem: algo que temos é o nosso presente. Por mais que tenhamos confiança, determinação, a segurança e a estabilidade nem sempre nos acompanham. E isso é normal. Ser inseguro é normal! Em relação a muitas coisas, à nossa vida profissional, à nossa vida amorosa e por aí vai... só complica quando vemos que podemos estar errando.. mas como vamos saber, já que somos mesmo inseguros e a estabilidade só vem acompanhada mesmo de um concurso público?
Nem sempre aquilo que acreditamos ter, nós temos. E isso não é apenas culpa da insegurança. Muitas vezes as coisas que acontecem na nossa vida acabam nos mostrando que não somos apenas tão inseguros quanto pensamos e que no fundo até podemos estar certos. Certos de não termos aquilo que pensávamos ter. Seja um trabalho, um amor, qualquer coisa em qualquer situação.
Mas daí, chegamos a outra questão: desapontamento e orgulho. Desapontamento pela situação que nos era confortável (ou até mesmo prazerosa) e orgulho por nos julgarmos sábios o bastante para sermos inseguros. Pois se desconfiávamos de algo e esse algo acaba por tornar-se verdadeiro, por mais que soframos, acabamos nos orgulhando disso. Que loucura, né? Mas é nosso orgulho que acaba falando mais alto. Enfim, a questão é: adoramos ter, às vezes mais do que ser. E quando isso acontece ou se torna muito evidente, as coisas complicam para nós e acabam ferindo nosso próprio ego, aquilo que realmente temos. Ou melhor: será que temos a nós mesmos, se não nos conhecemos tão bem quanto imaginávamos?
No post passado, falei que o Carnaval era uma alegria quase irresponsável. Quero corrigir uma possível injustiça que eu possa ter feito: existe muita gente que leva o Carnaval a sério, que são as pessoas que trabalham nele. Quero parabenizar a todos que fazem desta festas um grande espetáculo de alegria, cor, formas e música. São verdadeiros artistas da ilusão. O que não podemos fazer é deixar esta ilusão (não apenas a do carnaval) nos tomar a vida inteira. Se conseguirmos fazer isso, ótimo; senão paciência.
Beijos a todos!
Pense bem: algo que temos é o nosso presente. Por mais que tenhamos confiança, determinação, a segurança e a estabilidade nem sempre nos acompanham. E isso é normal. Ser inseguro é normal! Em relação a muitas coisas, à nossa vida profissional, à nossa vida amorosa e por aí vai... só complica quando vemos que podemos estar errando.. mas como vamos saber, já que somos mesmo inseguros e a estabilidade só vem acompanhada mesmo de um concurso público?
Nem sempre aquilo que acreditamos ter, nós temos. E isso não é apenas culpa da insegurança. Muitas vezes as coisas que acontecem na nossa vida acabam nos mostrando que não somos apenas tão inseguros quanto pensamos e que no fundo até podemos estar certos. Certos de não termos aquilo que pensávamos ter. Seja um trabalho, um amor, qualquer coisa em qualquer situação.
Mas daí, chegamos a outra questão: desapontamento e orgulho. Desapontamento pela situação que nos era confortável (ou até mesmo prazerosa) e orgulho por nos julgarmos sábios o bastante para sermos inseguros. Pois se desconfiávamos de algo e esse algo acaba por tornar-se verdadeiro, por mais que soframos, acabamos nos orgulhando disso. Que loucura, né? Mas é nosso orgulho que acaba falando mais alto. Enfim, a questão é: adoramos ter, às vezes mais do que ser. E quando isso acontece ou se torna muito evidente, as coisas complicam para nós e acabam ferindo nosso próprio ego, aquilo que realmente temos. Ou melhor: será que temos a nós mesmos, se não nos conhecemos tão bem quanto imaginávamos?
No post passado, falei que o Carnaval era uma alegria quase irresponsável. Quero corrigir uma possível injustiça que eu possa ter feito: existe muita gente que leva o Carnaval a sério, que são as pessoas que trabalham nele. Quero parabenizar a todos que fazem desta festas um grande espetáculo de alegria, cor, formas e música. São verdadeiros artistas da ilusão. O que não podemos fazer é deixar esta ilusão (não apenas a do carnaval) nos tomar a vida inteira. Se conseguirmos fazer isso, ótimo; senão paciência.
Beijos a todos!
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Carnaval...
Ai, ai. Clichê falar do Carnaval, né? Que é uma festa popular, que na verdade, como quase todas as festas populares servem como pão e circo para o povo e etc e etc. Pois é, sabemos de tudo isso: sabemos que existem muitas coisas que ficam debaixo dos tapetes mesmo em tempos de quaresma, o que dirá em tempos de carnaval, não é? Então nem falemos disso. Além do que, Carnaval é tempo de alegria. Mas a minha pergunta é: temos do que nos alegrar?
Como já disse em outras ocasiões, nem sempre temos tudo. E, às vezes, é bom que reclamemos e não fiquemos nos menorizando vendo aquilo que temos e nos conformemos com isso. Temos sonhos, anseios e é bom que o sigamos, ora essa. Quando não desejarmos mais nada, estaremos mortos.
E Carnavel é tempo de festejar. Termino logo, breve como esses quatro dias de alegria quase irresponsável, falando que se temos o que festejar, ótimo: festejemos; senão, pensemos no que não temos e busquemos. Agora, se não conseguirmos, tenhamos calma, é difícil mesmo lidar com frustações; você é um ser humano normal, não um super homem ou uma super mulher. Sobre a alegria quase irreponsável que coloquei ali, depois juro falar sobre os trabalhadores do carnavel, tá? Acho importantíssimo falar disso, mas vamos deixar para outra postagem, tudo bem?
Gente, termino colocando também mais uma imagem de Frida, desta vez uma foto creditada a Fritz Henle, de 1943, em que ela aparece em frente ao seu estúdio, com um macaco no colo. Se Frida é nossa patrona, vocês entenderam o porque do nome "Casa do macaco" agora, né? Ela, além de uma artista impressionante (em todos os sentidos), também correu atrás de seus sonhos e se tornou simplesmente Frida Kahlo.
Beijos a todos!
Como já disse em outras ocasiões, nem sempre temos tudo. E, às vezes, é bom que reclamemos e não fiquemos nos menorizando vendo aquilo que temos e nos conformemos com isso. Temos sonhos, anseios e é bom que o sigamos, ora essa. Quando não desejarmos mais nada, estaremos mortos.
E Carnavel é tempo de festejar. Termino logo, breve como esses quatro dias de alegria quase irresponsável, falando que se temos o que festejar, ótimo: festejemos; senão, pensemos no que não temos e busquemos. Agora, se não conseguirmos, tenhamos calma, é difícil mesmo lidar com frustações; você é um ser humano normal, não um super homem ou uma super mulher. Sobre a alegria quase irreponsável que coloquei ali, depois juro falar sobre os trabalhadores do carnavel, tá? Acho importantíssimo falar disso, mas vamos deixar para outra postagem, tudo bem?
Gente, termino colocando também mais uma imagem de Frida, desta vez uma foto creditada a Fritz Henle, de 1943, em que ela aparece em frente ao seu estúdio, com um macaco no colo. Se Frida é nossa patrona, vocês entenderam o porque do nome "Casa do macaco" agora, né? Ela, além de uma artista impressionante (em todos os sentidos), também correu atrás de seus sonhos e se tornou simplesmente Frida Kahlo.
Beijos a todos!
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Bem e mal
Quem já não foi criança e brincou de mocinho e bandido? Quem já não ouviu histórias entre o bem e mal? Quem já não percebeu que o bem sempre vence no final? E quem já percebeu que o bem e o mal não são tão diferentes e separados assim?
É isso mesmo: o bem e o mal coexistem. Mas não vamos àquela velha história de que um não existe sem o outro, isso é um fato. É um fato de tanto conhecimento de todos que nem precisa de reflexão. A nossa reflexão está no bem que existe no mal e vice-versa.
Todos sabemos que bem e mal, bom e mau, são juízos de valor, estabelecidos de acordo com alguma sociedade de alguma cultura. Aprendemos o que é bom, o que é mau e sabemos discernir e até mesmo sabemos como nos utilizar deste juízo de valor. Quem é totalmente bom ou totalmente mau? Que ação pode ser considerada puramente boa ou má? Depende. Assim como tudo na vida depende. Depende de algum juízo, depende de alguém, de alguma coisa, de alguma situação. Tudo depende.
A maioria das literaturas infanto-juvenis (e mesmo algumas religiões) nos mostra uma visão maniqueísta desse ponto de vista. Sempre existe o bem e sempre existe o mal. O mal pode até ser mais divertido, mas o bem sempre prevalece no final. E assim crescemos pensando que o bem e o mal são coisas completamente diferentes.
Todos sabem que fumar faz mal à saúde. Mas para quem fuma, pelo menos por algum tempo, causa uma sensação boa. Todos sabemos que uma canja no iverno é boa. Mas e para quem não gosta de galinha, a canja vai ser boa também? São exemplos muito simples e corriqueiros, mas que nos mostram que bem e mal são juízos de valor. E que, com exemplos simples e básicos percebemos que o mundo não é tão dividido assim em duas cores. Ele é multiforme, multifacetado. Vamos dar um pulo na mitologia grega: os deuses gregos não eram essencialmente bons ou ruins, eles eram como nós, humanos, fazendo o que eles achavam certo: para alguns era bom, para outros ruim. E assim a vida vai: bondade e maldade está na cabeça de cada um, não nas suas ações.
É isso mesmo: o bem e o mal coexistem. Mas não vamos àquela velha história de que um não existe sem o outro, isso é um fato. É um fato de tanto conhecimento de todos que nem precisa de reflexão. A nossa reflexão está no bem que existe no mal e vice-versa.
Todos sabemos que bem e mal, bom e mau, são juízos de valor, estabelecidos de acordo com alguma sociedade de alguma cultura. Aprendemos o que é bom, o que é mau e sabemos discernir e até mesmo sabemos como nos utilizar deste juízo de valor. Quem é totalmente bom ou totalmente mau? Que ação pode ser considerada puramente boa ou má? Depende. Assim como tudo na vida depende. Depende de algum juízo, depende de alguém, de alguma coisa, de alguma situação. Tudo depende.
A maioria das literaturas infanto-juvenis (e mesmo algumas religiões) nos mostra uma visão maniqueísta desse ponto de vista. Sempre existe o bem e sempre existe o mal. O mal pode até ser mais divertido, mas o bem sempre prevalece no final. E assim crescemos pensando que o bem e o mal são coisas completamente diferentes.
Todos sabem que fumar faz mal à saúde. Mas para quem fuma, pelo menos por algum tempo, causa uma sensação boa. Todos sabemos que uma canja no iverno é boa. Mas e para quem não gosta de galinha, a canja vai ser boa também? São exemplos muito simples e corriqueiros, mas que nos mostram que bem e mal são juízos de valor. E que, com exemplos simples e básicos percebemos que o mundo não é tão dividido assim em duas cores. Ele é multiforme, multifacetado. Vamos dar um pulo na mitologia grega: os deuses gregos não eram essencialmente bons ou ruins, eles eram como nós, humanos, fazendo o que eles achavam certo: para alguns era bom, para outros ruim. E assim a vida vai: bondade e maldade está na cabeça de cada um, não nas suas ações.
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